Amor - Uma adaptação de um sermão de C.F. W. Walther, divido em três devoções.
Amados, amemo-nos uns aos outros, porque o amor procede de Deus; e todo aquele que ama é nascido de Deus e conhece a Deus. (1 João 4.7 RA)
A história bíblica e a história da Igreja Cristã mostram que, se na Igreja Cristã ou numa congregação cristã as coisas não vão bem, isto se revela, especialmente, pela falta de amor de uns para com os outros. E toda a vez que na Igreja Cristã ou nas congregações cristãs houve, pela graça de Deus, grande despertamento, toda vez que Deus buscou graciosamente sua igreja caída, reconstruindo-a, e toda a vez que a palavra de Deus voltou a ser ouvida e lida, alcançando muitos corações, isso se mostrou no fato de que nestas congregações os membros acordaram para um sincero amor de uns para com os outros. Onde Deus concede às congregações reconhecerem a luz brilhante do evangelho e onde lidam fielmente com essa luz, então manifestou-se ali também logo fervoroso amor entre eles.
No primeiro dia de Pentecostes, a palavra de Deus obteve uma maravilhosa vitória. Pela pregação do apóstolo Pedro, que reuniu uma congregação de três mil pessoas. Nessa congregação não brilhou somente a fé dos novos convertidos, mas especialmente seu amor. Lemos: Da multidão dos que creram era um o coração e a alma. Ninguém considerava exclusivamente sua nem uma das coisas que possuía; tudo, porém, lhes era comum. (Atos 4.32 RA)
Como no tempo dos apóstolos, assim o era também nos tempos que se seguiram. Quando a árvore da Igreja florescia na fé, surgiram imediatamente os frutos do amor. Nos primeiros três séculos, no qual milhares de cristãos foram perseguidos pelos cruéis imperadores romanos, eles selaram sua fé com seu sangue. Naquele tempo o amor florescia. Mesmo vivendo espalhados em muitas nações, eram unidos pelo amor, como uma família. Todos se denominavam irmãos e irmãs, tanto grandes como pequeno, ricos e pobres. Se um cristão sofria necessidades, todos o sofriam. Naquele tempo se chorava com os que choram, e se alegrava com os que se alegram. Ninguém se envergonhava dos irmãos. Não temendo nenhum perigo. Os livres visitavam os aprisionados, que por causa de sua confissão de fé foram presos. Sim, multidões de fiéis vinham ao cárcere para consolar os presos, com suas lágrimas, palavras e donativos.
As mesmas experiências nós vemos também mais tarde na história do cristianismo. Quando mais tarde, sob a pressão do papado perdeu a doutrina pura, também desapareceu o verdadeiro amor na cristandade. E quando nesses tempos de trevas, pela leitura da Bíblia, surgiram novamente congregações cristãs sob o nome de Valdenses e mais tarde os irmãos da Boemia, ali havia novamente amor, pelo qual podia-se reconhecer os verdadeiros confessores da verdade. E muitas vezes os perseguidores papistas interrompiam seu funesto trabalho, tocados por amor fiel até à morte, pelo qual os fiéis estavam unidos.
Se olharmos para o tempo da Reforma luterana, na qual a doutrina apostólica voltou a brilhar, vemos que naquele tempo o amor novamente floresceu. Quando Lutero enfrentou os inimigos na dieta de Worms diante do imperador Carlos V, não esperando outra coisa do que ser queimado, nós vemos com que fervor os fiéis na Alemanha suplicaram a Deus por seu fiel confessor. Da mesma forma, quando os príncipes alemães depuseram sua confissão em Augsburgo, que forte laço de amor se revelou entre os que estavam unidos na mesma fé. Ninguém abandonou o outro na aflição. Antes quanto maior o perigo, tanto mais eles se uniam e se amparavam mutuamente. Foi nesse tempo também, no qual, pelo novo amor despertado, a maioria das obras de caridade se desenvolveram: igrejas, escolas, lares para viúvas e órfãos, cujas bênçãos ainda hoje se fazem sentir em muitos países da reforma luterana.
Assim como aconteceu com a Igreja como um todo, assim isso se mostrou também nas congregações e nos indivíduos. Tão logo que uma pessoa se tornava cristã, tão logo que alguém chegou à fé, ao verdadeiro reconhecimento da verdade da misericórdia de Deus por Cristo Jesus, esta fé atuava pelo amor. E o cristão tem nisto o consolo de ser um verdadeira cristão que está na graça de Deus.
Acordai! Os guardas chamam. / Com voz vibrante nos conclamam: Desperta, ó tu Jerusalém. / Eis que meia noite soa! / Retumba a voz e longe ecoa: / Prudentes virgens, Cristo vem! As lâmpadas tomai; / às pressas o encontrai! / Aleluia! / Acesa a fé, em prontidão / esteja o vosso coração. (HL 534.1)
Nisto conhecemos o amor: que Cristo deu a sua vida por nós; e devemos dar nossa vida pelos irmãos. (1 João 3.16 RA)
O verdadeiro amor ao nosso próximo não é uma herança de nossos pais. Ninguém reconhece por natureza o que é o verdadeiro amor. Ninguém sabe por natureza quão forte este amor pode ser. O apóstolo João afirma: Nisto conhecemos o amor em que Cristo deu a sua vida por nós. Somente em Cristo reconhecemos o que o amor de Deus requer de nós.
Quem tem o verdadeiro amor, este não ama somente aqueles que o amam e lhe querem bem, mas, como Cristo, ama também seus inimigos. Esse ama também aqueles a quem os filhos do mundo têm ódio e nutrem toda sua raiva. Quem tem o verdadeiro amor, esse não faz acepção de pessoas. Esse vê no amor uma dívida para com todos. Esse vê todos como criaturas de seu Deus, às quais Deus tanto amou e pelos quais deu seu Filho unigênito à morte de cruz. Este vê a todos como sendo propriedade de seu Senhor Jesus Cristo, que ele comprou, não com ouro e prata, mas com seu santo e precioso sangue. Ele vê todos como pessoas a quem o Espírito Santo não despreza, mas quer fazer nelas habitação. Quem tem verdadeiro amor não despreza nem o mais miserável, sim, nem o mais ímpio. Antes considera todas as almas valiosas, pois sabe quão valiosa e preciosa cada alma individual é considerada por Deus. Quem tem verdadeiro amor, esse não conhece nenhuma pessoa no mundo, a quem pudesse desejar algo de mal, pelo contrário, deseja como Cristo o fez, de coração o bem estar terreno e eterno, e faz o que estiver ao seu alcance para promover este bem-estar do seu próximo. Ele se alegra também quando seus inimigos passam bem, pois também a necessidade deles lhe dói no coração. Ele prefere sofrer, do que ver outros sofrerem. Se ele possui bens deste mundo e vê seus irmãos passarem necessidade, ele não fecha seu coração a eles, mas tem um coração aberto e mãos caritativas para ajudar os necessitados. Ele não ajuda para ser visto, para receber horas ou retribuições, mas reparte voluntariamente também onde não espera nada além de ingratidão. Quem tiver verdadeiro amor, não se vê como um senhor sobre seus bens, mas como um administrador deles, que, conforme a vontade de Deus, devem ser repartidos aos irmãos necessitados. E ao fazê-lo, não se gaba disso, mas sabe-se como servo inútil, pois fez somente o que é do seu dever (Lc 17.10). Se alguém, que age em verdadeiro amor é ofendido ou prejudicado, ele não se recente do mal, por ter sido injustiçado, antes se entristece por seu inimigo ter pecado contra Deus, desprezando a misericórdia de Deus, arruinando sua própria alma. Por isso ele está sempre disposto para a reconciliação, mesmo abrindo mão do seu direito. Quem tem verdadeiro amor, não se alegra sobre a queda de seus inimigos, nem gosta de falar sobre pecados e fraqueza dos outros, nem os espalha, antes os desculpa e os encobre até onde sua consciência o permite. Ele busca constantemente o bem e a conversão do próximo. Quem tem verdadeiro amor, coloca seus próprios interesses em segundo lugar, e está pronto a dar sua vida pelos irmãos.
Este amor ao próximo, não está em nenhum coração humano por natureza. Este amor ao próximo é fruto do Espírito Santo, que é por isso chamado de Espírito de amor. (1 Jo 4.8) Amar de forma tão ampla, sincera, de coração isento de proveito próprio, de fora tão humilde e pura, tão incansável e fiel até a morte, ninguém é capaz desse amor, exceto se Deus lhe conceder um coração novo. Tal amor ninguém pode dar-se a si mesmo ou desenvolver em si. Só quando uma pessoa acorda do sono de seus pecados, reconhecendo sua indescritível miséria, e quando então, finalmente seu coração atribulado encontra paz na graça de Cristo, que morreu por seus pecados e lhe conquistou completo perdão, vida e eterna salvação. Quando finalmente reconhece que Deus não está mais irado com ele, que Deus, por amor a Cristo o aceita como seu filho, e que, apesar de sua total indignidade, Deus lhe concede a vida, a bem-aventurança e tudo isso gratuitamente, por graça. Somente então o coração do pecador se abre para amar aquele que o amou e ama desde a eternidade. Então o amor de Deus é derramado pelo Espírito Santo, em seu coração. Por este amor ele é inclinado, puxado e amorosamente levado e impulsionado a fazer o bem ao seu próximo e buscar o bem temporal e terno de todo o coração e com todas suas forças.
Eu quero amar-te, ó Deus bondoso, / eu quero amar-te, ó Salvador, / amar-te sempre, venturoso, / também em sofrimento e dor. / Eu ta amarei, mais bela luz, / até meu fim, Jesus (HL 267.4)
Nós sabemos que já passamos da morte para a vida, porque amamos os irmãos; aquele que não ama permanece na morte. Todo aquele que odeia a seu irmão é assassino; ora, vós sabeis que todo assassino não tem a vida eterna permanente em si. (1 João 3.14-15 RA)
O amor ao próximo é o sinal de estarmos no estado da graça de Deus. Portanto, o sinal de estarmos na graça de Deus, na verdadeira fé cristã, não é o sentimento de uma fé forte, nem o conhecimento profundo, nem as grandes e brilhantes obras, nem a grande vida santificada.
Um cristão fraco na fé não precisa se assustar, por não ter a fé de um Abraão, Davi, de um apóstolo Pedro e Paulo, ou de Lutero. Ele não precisa se assustar por não poder triunfar como Jó e dizer: Porque eu sei que o meu Redentor vive e por fim se levantará sobre a terra. (Jó 19.25 RA) Ou por não poder exclamar alegremente com o apóstolo Paulo: Combati o bom combate, completei a carreira, guardei a fé. Já agora a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, reto juiz, me dará naquele Dia; e não somente a mim, mas também a todos quantos amam a sua vinda. (2 Timóteo 4.7-8 RA) Ele não precisa se assustar, por não poder dizer com Lutero, o herói da fé: O mundo venham assaltar demônios mil, furiosos, jamais nos podem assombrar, seremos vitoriosos. (HL 165.3) Ele não precisa se assustar, se alguns cristão ao seu lado confessam alegremente, que eles tem certeza de estarem na graça de Deus, que não temem a morte nem o dia do juízo final, pois estão sempre prontos a comparecer diante do trono de Deus; enquanto ele se apega fracamente a Cristo, exclamando: Há, se eu pudesse crer? Eu creio, Senhor, ajuda-me na minha falta de fé (Mc 9.24) Deus não nos pediu para que nós nos orientássemos por nosso sentimento da fé. Se sua fraca e débil fé operou amor, então ele tem nisso um sinal certo e consolador de estar na graça de Cristo.
Ou talvez você careça de uma compreensão clara, ou ao ler a Escritura, talvez compreenda pouco e muita coisa lhe é obscura, enquanto você vê muitos ao seu lado com um conhecimento melhor, enquanto você não é capaz de responder muitas perguntas importantes com respeito à questões espirituais e da igreja. Isso em si não prejudica sua salvação, pois estar na graça não é seu conhecimento, mas seu amor.
Ou talvez você esteja preocupado por não poder apresentar grandes e brilhantes boas obras, visto trabalhar arduamente de manhã até à noite na sua vida profissional e não ter tempo para dedicar tempo a sua congregação. Mesmo não podendo falar, como outros irmãos na fé, de grandes feitos que realizou para o Salvador, ou o martírio que suportou por amor a Cristo, pode ficar consolado. Deus não julga pelo exterior. Seja fiel na sua profissão e faça tudo no temor a Deus e para o bem do seu próximo, então suas obras, por mais insignificantes que pareçam ser, são grandes, santas e agradáveis a Deus. Se durante sua vida você realizou os serviços mais humildes, se o fez em amor, isto é o seu ininterrupto e glorioso culto a Deus, e suas obras são tão santas, quanto o construir uma igreja e o salvar almas pela pregação.
A verdade de que o amor aos irmãos é um sinal de estarmos na graça de Deus, não é somente consolador para todos os que andam no amor, mesmo sendo ainda muito fracos na fé, esta verdade também nos admoesta e julga a todos os que mentem em seus corações ódio, inimizades e são irreconciliáveis. De forma incontestável o texto nos diz: Aquele que confessar que Jesus é o Filho de Deus, Deus permanece nele, e ele, em Deus. (1 João 4.15 RA) Aqui temos a sentença sobre todos aqueles que não amam o próximo. Mesmo que alguém fale muito bem do cristianismo, tendo grande conhecimento da palavra de Deus e se gaba de ter uma fé forte, e boas obras aparentes, sendo cordial, humilde, paciente, caritativo, e defende com rigoroso zelo a doutrina pura, mas se não tiver amor a seus irmãos, ele não é um cristão. Mesmo separando se do mundo e viver diante das pessoas uma vida aparentemente casta, moderada, de negação a si próprio, não receando suportar, pelo nome de Cristo, desprezo e sofrimentos, e mesmo se ele se deixasse queimar por causa da palavra de Deus, se em tudo isso não tiver amor aos irmãos, ele não é um cristão, um filho de Deus, não está na graça de Cristo, mas está ainda na morte espiritual. Sim, mesmo se aquele que não tiver amor, tenha grande aparência de santidade, tenha ele a aparência e a fama de sua vida estar centralizada em Cristo, diante de Deus ele é um assassino, pois o texto afirma: Todo aquele que odeia a seu irmão é assassino; ora, vós sabeis que todo assassino não tem a vida eterna permanente em si. (1 João 3.15 RA)
Oh! Vem, Espírito de amor, / meu guia celestial, / promessa de meu Salvador / e vivo manancial.
Aviva a nossa débil fé / e vem nos consolar; / benigno, guia o nosso pé / e firme o faze andar.
Oh! Para a minha fé, Senhor, / bons frutos produzir. / Bondade, mansidão e amor / em mim faz reduzir. (HL 133.1,2,5)
segunda-feira, 17 de agosto de 2009
segunda-feira, 3 de agosto de 2009
Dia do Papai. 1 Pedro 3.7
Dia do Papai
Introdução
Hoje, segundo domingo de agosto, é celebrado no Brasil o dia do Papai. O Dia do Papai é celebrado nos diversos países do mundo em datas diferentes, e foi incluído em nosso calendário brasileiro no ano de 1956.
Perguntamos: Quando foi celebrado pela primeira vez o dia do papai? Sem dúvida, quando Adão tomou seu filho primogênito, Caim, em seus braços e Eva lhe disse: Adquiri um varão, o Senhor. (Gn 4.1) (Na maioria das traduções lemos: Adquiri um varão, com o auxílio do Senhor)
Quando Deus criou Adão e Eva, ele inscreveu sua santa Lei no coração humano. Nesta lei consta o Quarto Mandamento: Honrarás o teu pai e a tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra que o Senhor teu Deus te dá. (Êx 20.12; Dt 5.16) Mesmo após a queda em pecado, que ofuscou parcialmente o conhecimento da lei nos corações humanos, o conhecimento rudimentar da lei ficou. Por essa razão, mesmo nos povos mais antigos, o respeito ao pai permaneceu. O pai era muito respeitado nas antigas culturas, como na Mesopotâmia, no Egito, na Grécia, no antigo império Romano. Hoje, no entanto, com o movimento da emancipação da mulher e a revolução sexual, o homem parece estar enfrentando uma crise de identidade. Ele não sabe mais qual é o seu verdadeiro papel como marido e como pai. Ele trabalha. Traz o dinheiro para casa e busca o seus prazeres e alegrias fora do lar. Os textos bíblicos como: Far-lhe-ei uma auxiliadora, (Gn 2.18) ou: O marido é o cabeça da mulher, (Ef 5.23) especialmente quando lidos em cerimônia de casamento - muitos até já os deixam fora - sempre vemos que algumas pessoas expressam um sorriso zombeteiro. Por essas e outras razões vale a pena refletirmos, hoje, um pouco sobre as funções do pai.
Onde os pais encontrarão a orientação para tanto? Sem dúvida e unicamente na palavra de Deus. Queremos fazê-lo à base dos versículos que Lutero colocou na Tábua dos Deveres, aos Maridos e aos Pais, que resume o que Deus tem a dizer aos maridos, pais e filhos, onde lemos:
Maridos, vós, igualmente, vivei a vida comum do lar, com discernimento; e tendo consideração para com a vossa mulher como parte mais frágil, tratai-a com dignidade, por isso que sois juntamente herdeiros da mesma graça de vida, para que não se interrompam vossas orações. (1Pe 3.7) E não as trateis com amargura. (Cl 3.10)
Vós, pais, não provoqueis vossos filhos {à ira, mas criai-os na disciplina e na admoestação do Senhor. (Ef 6.4; Cl 3.21)
Funções do pai
Nem todos os homens são pais. Pai é um homem casado que gerou um ou mais filhos. E assume assim sua alta responsabilidade de prover e defender seu lar, bem como educar, ensinar, orientar, admoestar e consolar seus filhos, por palavra e pelo exemplo. Isto não é tarefa fácil.
Em primeiro lugar, o apóstolo admoesta a viver a vida comum do lar, com discernimento. O que significa isto? É fácil viver a vida comum do lar? Sabemos que não. Afinal, não são dois santos que estão unidos no matrimônio até que a morte os separe. Na vida cristã, são dois cristãos, amados por Deus, filhos de Deus pela fé em Cristo, e como novas criaturas, templos do Espírito Santo amam a Deus e ao próximo. O amor a Deus se revela pelo amor à sua Palavra e seus mandamentos. O casal, pai e mãe, ainda têm sua natureza pecaminosa que diariamente os tenta para não darem crédito à palavra de Deus. Por isso há fraquezas e quedas. É preciso apego à palavra de Deus, oração, admoestação e consolo mútuo. É a palavra de Deus dá ao casal cristão o discernimento, a luz para verem corretamente as diferentes situações e o que fazer. Esta Palavra dá força para que o amor ao próximo seja a linha mestra que guia suas ações.
Por vezes, há momentos em que também o cristão tem vontade de largar tudo e sair correndo. É nesses momentos que Satanás propõe soluções que parecem mais fácil. E não faltarão atrações de pessoas do sexo oposto seduzindo para caminhos errados. Mas a consciência, guiada pelo Espírito Santo lhes dirá, lembre: O que Deus ajuntou não separe o homem. (Mt 19.6) Abandonar o lar é como um soldado que abandona seus colegas na frente da batalha, é um desertor, que será julgado como traidor e condenado. Cabe-lhe sincero arrependimento, para voltar a Deus.
Ao marido e pai cabe lutar pelo sustento da família, no que sua esposa lhe será auxiliadora. Ele também a defenderá nos momentos de perigo. Temos, entre outros, o exemplo de José, o pai adotivo de Jesus. José foi avisado pelo anjo que Jesus corria perigo de vida. O rei Herodes queria matar o meninos Jesus. José teve que tomar sua esposa Maria e o menino, à noite e fugir para o Egito. Não deve ter sido fácil para José atravessar o deserto, viver como estrangeiro, num país de língua e costumes diferentes e lutar ali pelo sustento de sua família. Mas, ele se sacrificou pela família em obediência à voz de Deus. Nisso tornou-se um exemplo para os pais de todos os tempos. Isto só é possível, quando o casal se debruça diariamente sobre a palavra de Deus em oração, dizendo: Fala Senhor, porque o teu servo ouve. (1 Sm 3.10)
Em segundo lugar, cabe ao esposo, como cabeça e sacerdote do lar, ensinar os filhos, educá-los, guiá-los e repreendê-los e quando erram, consolá-los para reerguê-los. Quando são pequenos, impomos muitas vezes nossa vontade. Mas quando os filhos entram na adolescência eles fazem muitas vezes valer sua vontade, querem mais liberdade, então os pais já não impõem sua vontade simplesmente à força, mas agem mais como conselheiros.
Numa pesquisa feita com jovens adolescentes, notou-se que eles anseiam por liberdade e ao mesmo tempo requerem dos pais proteção e segurança. Parece um paradoxo. Cabe aos pais entender e atender bem o anseio deles por liberdade e ao mesmo tempo, prover-lhes proteção e segurança. Isto nem sempre é fácil. Eles precisam aprender que há limites para o bem deles. Pois Deus deu seus mandamentos visando o bem da humanidade.
Como é fácil, no momento em que não fazem à vontade dos pais, quando não obedecem ao pé da letra, perder a calma e gritar com eles. Ou então, em nosso egoísmo, até por ordens mal dadas, por exigir de mais deles, limitá-los demais, provocar os filhos à ira, contra o que o apóstolo admoesta, dizendo: Vós, pais, não provoqueis os vossos filhos à ira.
Educar, disciplinar e guiar os filhos é uma tarefa que requer discernimento e oração; sim, muita oração.
Cada filho ou filha é diferente. Um mais sensível, onde basta um olhar, uma palavra; outro mais insensível; um mais voltado para o intelectual, outro mais para a vida prática, etc. Os pais precisam compreender cada um deles e cada um requer um tratamento diferenciado.
Como já o dissemos: Na adolescência os pais não primam pela ordem, mas pelo conselho. Muitas vezes os filhos não vão concordar com o conselho dos pais. E nós só podemos dizer: Filho, ou filha eu não faria isso, dando as razões. Mas, dependendo o caso, deixar que realizem seu intento. Se der certo, podemos elogiá-los. Se der errado, precisamos animá-los a que prossigam, buscando acertar. Se notarmos erros, precisamos ter o cuidado em analisar o erro: Foi fraqueza, descuido ou foi propósito e obstinação? Eles realmente compreenderam porque não devem fazer isto ou aquilo? Também nós pais precisamos compreender, porque não querem fazer isto ou aquilo. Será porque seus amigos e colegas todos agem de forma diferente? Vestem, falam e se divertem diferente? E eles não querem passar vergonha diante de seus colegas? Precisamos de paciência para instruir. Mas quando agem por obstinação de sua natureza carnal, precisam ser repreendida com força. Muitas vezes quando erraram, notamos que eles reconheceram o erro e não precisam de repreensão, pelo contrário da palavra do perdão para reanimá-los.
Sobre tudo, por mais ocupados que estivermos, precisamos tomar tempo para os filhos. Por vezes eles nos pedem para levá-los ou buscá-lo, à noite, de uma festa de amigos, ou da reunião dos jovens. Há pais que, em seu egoísmo próprio, nunca têm tempo para os filhos, para lhes proporcionar alegrias ou recreação. Não devem se admirar mais tarde, quando os filhos não terão tempo para os pais. O lar não lhes foi um doce lar, para onde gostam de retornar para estarem com os pais ou buscarem seus conselhos. A tarefa de ser pai requer sacrifícios, paciência e oração. Sobre tudo, importa gravar no coração dos filhos a palavra de Deus. Isto acontece especialmente pela devoção no lar, pela participação nos cultos, pelo estímulo para que leiam a Bíblia, pelo aconselhamento com a palavra de Deus, para que sejam educados no temor do Senhor. para que temam a Deus. Esta palavra os guiará em todas as situações da vida, admoestando e consolando para não se afastarem do caminho para a vida eterna.
Conclusão
Ouçamos mais uma vez os versículos que Lutero reuniu na Tábua dos Deveres, acrescentando ainda a palavra aos filhos:
Maridos, vós, igualmente, vivei a vida comum do lar, com discernimento; e tendo consideração para com a vossa mulher como parte mais frágil, tratai-a com dignidade, por isso que sois juntamente herdeiros da mesma graça de vida, para que não se interrompam vossas orações. (1Pe 3.7) E não as trateis com amargura. (Cl 3.10)
Vós, pais, não provoqueis vossos filhos {à ira, mas criai-os na disciplina e na admoestação do Senhor. (Ef 6.4; Cl 3.21)
Filhos, obedecei a vossos pais no Senhor, pois isso é justo. Honra a teu pai e atua mãe que é o primeiro mandamento com promessa, para que te vá bem, e sejas de longa vida sobre a terra. (Ef 6.1-3)
Oremos: Querido Pai celestial, de quem toma o nome toda família, tanto no céu como sobre a terra, conceda, segundo a riqueza de tua glória, que sejamos fortalecidos com poder, mediante o teu Espírito no homem interior; e, assim possamos compreender, com todos os santos, qual é a largura, e o cumprimento, e a altura, e a profundidade e conhecer o amor de Cristo, que excede todo entendimento, para que sejamos tomados de toda a plenitude de Deus. Sim, aquele que é poderoso para fazer infinitamente mais do que tudo quanto pedimos ou pensamos, conforme o seu poder que opera em nós, a ele seja a glória, na igreja em Crito Jesus, por todas as gerações, para todo o sempre. Amém (Efésios 3.4-21)
Abençoado dia do Papai.
São Leopoldo, 05/08/2009
Horst R. Kuchenbecker
Introdução
Hoje, segundo domingo de agosto, é celebrado no Brasil o dia do Papai. O Dia do Papai é celebrado nos diversos países do mundo em datas diferentes, e foi incluído em nosso calendário brasileiro no ano de 1956.
Perguntamos: Quando foi celebrado pela primeira vez o dia do papai? Sem dúvida, quando Adão tomou seu filho primogênito, Caim, em seus braços e Eva lhe disse: Adquiri um varão, o Senhor. (Gn 4.1) (Na maioria das traduções lemos: Adquiri um varão, com o auxílio do Senhor)
Quando Deus criou Adão e Eva, ele inscreveu sua santa Lei no coração humano. Nesta lei consta o Quarto Mandamento: Honrarás o teu pai e a tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra que o Senhor teu Deus te dá. (Êx 20.12; Dt 5.16) Mesmo após a queda em pecado, que ofuscou parcialmente o conhecimento da lei nos corações humanos, o conhecimento rudimentar da lei ficou. Por essa razão, mesmo nos povos mais antigos, o respeito ao pai permaneceu. O pai era muito respeitado nas antigas culturas, como na Mesopotâmia, no Egito, na Grécia, no antigo império Romano. Hoje, no entanto, com o movimento da emancipação da mulher e a revolução sexual, o homem parece estar enfrentando uma crise de identidade. Ele não sabe mais qual é o seu verdadeiro papel como marido e como pai. Ele trabalha. Traz o dinheiro para casa e busca o seus prazeres e alegrias fora do lar. Os textos bíblicos como: Far-lhe-ei uma auxiliadora, (Gn 2.18) ou: O marido é o cabeça da mulher, (Ef 5.23) especialmente quando lidos em cerimônia de casamento - muitos até já os deixam fora - sempre vemos que algumas pessoas expressam um sorriso zombeteiro. Por essas e outras razões vale a pena refletirmos, hoje, um pouco sobre as funções do pai.
Onde os pais encontrarão a orientação para tanto? Sem dúvida e unicamente na palavra de Deus. Queremos fazê-lo à base dos versículos que Lutero colocou na Tábua dos Deveres, aos Maridos e aos Pais, que resume o que Deus tem a dizer aos maridos, pais e filhos, onde lemos:
Maridos, vós, igualmente, vivei a vida comum do lar, com discernimento; e tendo consideração para com a vossa mulher como parte mais frágil, tratai-a com dignidade, por isso que sois juntamente herdeiros da mesma graça de vida, para que não se interrompam vossas orações. (1Pe 3.7) E não as trateis com amargura. (Cl 3.10)
Vós, pais, não provoqueis vossos filhos {à ira, mas criai-os na disciplina e na admoestação do Senhor. (Ef 6.4; Cl 3.21)
Funções do pai
Nem todos os homens são pais. Pai é um homem casado que gerou um ou mais filhos. E assume assim sua alta responsabilidade de prover e defender seu lar, bem como educar, ensinar, orientar, admoestar e consolar seus filhos, por palavra e pelo exemplo. Isto não é tarefa fácil.
Em primeiro lugar, o apóstolo admoesta a viver a vida comum do lar, com discernimento. O que significa isto? É fácil viver a vida comum do lar? Sabemos que não. Afinal, não são dois santos que estão unidos no matrimônio até que a morte os separe. Na vida cristã, são dois cristãos, amados por Deus, filhos de Deus pela fé em Cristo, e como novas criaturas, templos do Espírito Santo amam a Deus e ao próximo. O amor a Deus se revela pelo amor à sua Palavra e seus mandamentos. O casal, pai e mãe, ainda têm sua natureza pecaminosa que diariamente os tenta para não darem crédito à palavra de Deus. Por isso há fraquezas e quedas. É preciso apego à palavra de Deus, oração, admoestação e consolo mútuo. É a palavra de Deus dá ao casal cristão o discernimento, a luz para verem corretamente as diferentes situações e o que fazer. Esta Palavra dá força para que o amor ao próximo seja a linha mestra que guia suas ações.
Por vezes, há momentos em que também o cristão tem vontade de largar tudo e sair correndo. É nesses momentos que Satanás propõe soluções que parecem mais fácil. E não faltarão atrações de pessoas do sexo oposto seduzindo para caminhos errados. Mas a consciência, guiada pelo Espírito Santo lhes dirá, lembre: O que Deus ajuntou não separe o homem. (Mt 19.6) Abandonar o lar é como um soldado que abandona seus colegas na frente da batalha, é um desertor, que será julgado como traidor e condenado. Cabe-lhe sincero arrependimento, para voltar a Deus.
Ao marido e pai cabe lutar pelo sustento da família, no que sua esposa lhe será auxiliadora. Ele também a defenderá nos momentos de perigo. Temos, entre outros, o exemplo de José, o pai adotivo de Jesus. José foi avisado pelo anjo que Jesus corria perigo de vida. O rei Herodes queria matar o meninos Jesus. José teve que tomar sua esposa Maria e o menino, à noite e fugir para o Egito. Não deve ter sido fácil para José atravessar o deserto, viver como estrangeiro, num país de língua e costumes diferentes e lutar ali pelo sustento de sua família. Mas, ele se sacrificou pela família em obediência à voz de Deus. Nisso tornou-se um exemplo para os pais de todos os tempos. Isto só é possível, quando o casal se debruça diariamente sobre a palavra de Deus em oração, dizendo: Fala Senhor, porque o teu servo ouve. (1 Sm 3.10)
Em segundo lugar, cabe ao esposo, como cabeça e sacerdote do lar, ensinar os filhos, educá-los, guiá-los e repreendê-los e quando erram, consolá-los para reerguê-los. Quando são pequenos, impomos muitas vezes nossa vontade. Mas quando os filhos entram na adolescência eles fazem muitas vezes valer sua vontade, querem mais liberdade, então os pais já não impõem sua vontade simplesmente à força, mas agem mais como conselheiros.
Numa pesquisa feita com jovens adolescentes, notou-se que eles anseiam por liberdade e ao mesmo tempo requerem dos pais proteção e segurança. Parece um paradoxo. Cabe aos pais entender e atender bem o anseio deles por liberdade e ao mesmo tempo, prover-lhes proteção e segurança. Isto nem sempre é fácil. Eles precisam aprender que há limites para o bem deles. Pois Deus deu seus mandamentos visando o bem da humanidade.
Como é fácil, no momento em que não fazem à vontade dos pais, quando não obedecem ao pé da letra, perder a calma e gritar com eles. Ou então, em nosso egoísmo, até por ordens mal dadas, por exigir de mais deles, limitá-los demais, provocar os filhos à ira, contra o que o apóstolo admoesta, dizendo: Vós, pais, não provoqueis os vossos filhos à ira.
Educar, disciplinar e guiar os filhos é uma tarefa que requer discernimento e oração; sim, muita oração.
Cada filho ou filha é diferente. Um mais sensível, onde basta um olhar, uma palavra; outro mais insensível; um mais voltado para o intelectual, outro mais para a vida prática, etc. Os pais precisam compreender cada um deles e cada um requer um tratamento diferenciado.
Como já o dissemos: Na adolescência os pais não primam pela ordem, mas pelo conselho. Muitas vezes os filhos não vão concordar com o conselho dos pais. E nós só podemos dizer: Filho, ou filha eu não faria isso, dando as razões. Mas, dependendo o caso, deixar que realizem seu intento. Se der certo, podemos elogiá-los. Se der errado, precisamos animá-los a que prossigam, buscando acertar. Se notarmos erros, precisamos ter o cuidado em analisar o erro: Foi fraqueza, descuido ou foi propósito e obstinação? Eles realmente compreenderam porque não devem fazer isto ou aquilo? Também nós pais precisamos compreender, porque não querem fazer isto ou aquilo. Será porque seus amigos e colegas todos agem de forma diferente? Vestem, falam e se divertem diferente? E eles não querem passar vergonha diante de seus colegas? Precisamos de paciência para instruir. Mas quando agem por obstinação de sua natureza carnal, precisam ser repreendida com força. Muitas vezes quando erraram, notamos que eles reconheceram o erro e não precisam de repreensão, pelo contrário da palavra do perdão para reanimá-los.
Sobre tudo, por mais ocupados que estivermos, precisamos tomar tempo para os filhos. Por vezes eles nos pedem para levá-los ou buscá-lo, à noite, de uma festa de amigos, ou da reunião dos jovens. Há pais que, em seu egoísmo próprio, nunca têm tempo para os filhos, para lhes proporcionar alegrias ou recreação. Não devem se admirar mais tarde, quando os filhos não terão tempo para os pais. O lar não lhes foi um doce lar, para onde gostam de retornar para estarem com os pais ou buscarem seus conselhos. A tarefa de ser pai requer sacrifícios, paciência e oração. Sobre tudo, importa gravar no coração dos filhos a palavra de Deus. Isto acontece especialmente pela devoção no lar, pela participação nos cultos, pelo estímulo para que leiam a Bíblia, pelo aconselhamento com a palavra de Deus, para que sejam educados no temor do Senhor. para que temam a Deus. Esta palavra os guiará em todas as situações da vida, admoestando e consolando para não se afastarem do caminho para a vida eterna.
Conclusão
Ouçamos mais uma vez os versículos que Lutero reuniu na Tábua dos Deveres, acrescentando ainda a palavra aos filhos:
Maridos, vós, igualmente, vivei a vida comum do lar, com discernimento; e tendo consideração para com a vossa mulher como parte mais frágil, tratai-a com dignidade, por isso que sois juntamente herdeiros da mesma graça de vida, para que não se interrompam vossas orações. (1Pe 3.7) E não as trateis com amargura. (Cl 3.10)
Vós, pais, não provoqueis vossos filhos {à ira, mas criai-os na disciplina e na admoestação do Senhor. (Ef 6.4; Cl 3.21)
Filhos, obedecei a vossos pais no Senhor, pois isso é justo. Honra a teu pai e atua mãe que é o primeiro mandamento com promessa, para que te vá bem, e sejas de longa vida sobre a terra. (Ef 6.1-3)
Oremos: Querido Pai celestial, de quem toma o nome toda família, tanto no céu como sobre a terra, conceda, segundo a riqueza de tua glória, que sejamos fortalecidos com poder, mediante o teu Espírito no homem interior; e, assim possamos compreender, com todos os santos, qual é a largura, e o cumprimento, e a altura, e a profundidade e conhecer o amor de Cristo, que excede todo entendimento, para que sejamos tomados de toda a plenitude de Deus. Sim, aquele que é poderoso para fazer infinitamente mais do que tudo quanto pedimos ou pensamos, conforme o seu poder que opera em nós, a ele seja a glória, na igreja em Crito Jesus, por todas as gerações, para todo o sempre. Amém (Efésios 3.4-21)
Abençoado dia do Papai.
São Leopoldo, 05/08/2009
Horst R. Kuchenbecker
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