segunda-feira, 30 de março de 2009

Zacarias 9.9-12. O Rei.

Zacarias 9.9.-12.
Diariamente ouvimos pelos meios de comunicação notícias sobre a busca da paz e como as nações se empenham para alcança-la. Mas as guerras aumentam e são cada vez mais cruéis e impiedosas. E em meio a este mundo convulsionado por guerras, assassinatos, banditismo ecoa a notícia do profeta Zacarias: Alegra-te muito, ó filha de Sião, ó filha de Jerusalém, eis ai te vem o teu Rei, justo e salvador, montado em jumenta, num jumentinho, cria de jumenta. Os evangelistas Mateus (25.1ss) e João (12.15ss) mostram o cumprimento desta profecia. À base da profecia compreendemos melhor os evangelistas; e à base dos evangelistas compreendemos melhor a profecia. Será isso uma utopia ou realidade? Vejamos.
1.O povo de Israel espera seu Rei.
Após 70 anos de cativeiro na Babilônia, nos ano 512 a.C., Deus libertou seu povo, os judeus e o trouxe de volta a sua terra. A alegria pela libertação foi grande, mas quando chegaram a sua terra e viram a situação desoladora. Tudo ruína. As lavouras que ficaram 70 anos abandonados estavam cobertas de matas. As poucas pessoas que residiam ali os receberam com hostilidade. Animados, porém, pelos líderes começaram a reconstrução sob muitos sacrifícios.
Quando as nações vizinhas souberam que os judeus voltaram e estavam reedificando suas cidades, construindo suas casas e reedificando os muros de Jerusalém, foram guerrear contra eles. Os judeus tiveram que colocar guardas e trabalhar cingido com suas espadas para poderem se defender. Em meio a essas dificuldades desanimaram. Eis que Deus os consola, dizendo, no capítulo anterior que não deveriam temer, ele os protegerá e edificará. E em meio a isso, o profeta lhes anuncia: Alegre-te muito, ó Israel, eis ai te vem o teu Rei. Uma profecia que se cumpriu em Cristo, que nasceu 450 anos depois.
A vinda de um rei a uma cidade sempre é um grande acontecimento. Os preparativos. Os enfeites. A pompa. O brilho do luxo como hoje ainda podemos ver nos países que possuem um rei como a Inglaterra, a Dinamarca, a Suécia, Noruega e outros.
Os imperadores romanos tinham um luxo bem extraordinário como se vê nos filmes históricos. Mas aqui é anunciada a vinda de um rei bem diferente, contrário a tudo o que se possa imaginar. Vejam: Montado em jumenta, num jumentinho, cria de jumenta. Isto era humilhante. Nenhum rei montaria num jumento. Os evangelistas Mateus e João mostram como esta profecia se cumpriu. Jesus entrou em Jerusalém humilde, montado num jumentinho. Sem nenhuma ostentação. Mesmo assim aclamado pelo povo.
2. Nosso Rei.
Olhemos para este Rei. Ele vem justo e salvador. A palavra justo dá o que pensar e nos assusta. Ele é santo, nós pecadores não subsistiremos diante dele.
Quando Deus fala com nós pecadores em sua majestade e santidade, estremecemos, fugimos, tememos a morte. Assim o povo de Israel fugiu da presença de Deus no monte Sinai e disseram a Moisés: Fala-nos tu, e te ouviremos; porém, não fale Deus conosco, para que não morramos. (Êx 20.19)
Para não nos assustar, Jesus se humilhou, a saber, sendo ele Deus santo e justo, veio a nós humilde. Ele ocultou sua majestade e não a usou com ostentação. Nasceu pobre numa estrebaria de Belém. Andou como simples pessoa humana. Ninguém, olhando para ele, notou ser ele o filho de Deus, igual ao Pai e ao Espírito Santo, que disse: Eu e o Pai somos um. Quem me vê a mim vê o Pai. (Jo 10.30; 14.9) Mas suas palavras eram espírito e vida. Por elas o Pai chamava e iluminava. E a quem o Pai trouxe a Cristo, este confessava com os discípulos: Tu és o Cristo, o Filho de Deus. (Mt 16.16)
Ele veio justo e salvador, a saber, ele veio nos trabalhar uma justiça com a qual podemos subsistir diante de Deus. Ele veio nos salvar. Por isso, Jesus, como nosso irmão na carne, colocou-se voluntariamente sob a lei e, como substituto de toda a humanidade a cumpriu em nosso lugar. Ele também tomou os pecados da humanidade sobre si, por seu sofrer e morrer na cruz pagou por todos eles. Podemos cantar: Agora temos salvação / por graça e por bondade. / As obras não nos salvarão, / são vãs na adversidade. / Na fé confiamos em Jesus, / que tudo fez por nós na cruz, / sofrendo em humildade. (HL 373.1) Ele disse: Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como a dá o mundo. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize. (João 14.27 RA) E o apóstolo Paulo escreveu: Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não imputando aos homens as suas transgressões, e nos confiou a palavra da reconciliação. (2 Coríntios 5.19 RA) Jesus obteve esta grande vitória. Reconciliou a humanidade com Deus. Venceu nossos inimigos: pecado, morte e Satanás. Abriu a todos os que nele crêem a porta do céu.
O mundo busca a paz e em seu nome promove guerras cruentas e derrama sangue. Mesmo assim só consegue certa paz material e passageira. Aqui na terra não há paz e onde há uma paz aparente ela é constantemente ameaçada por muitos inimigos e por nosso próprio pecado. Mas em Cristo, o Rei dos reis, temos verdadeira paz e a vida eterna.
3. Apromessa.
O profeta diz aos fiéis do seu tempo. Não temam. Deus destruirá os inimigos da igreja e dará a ela domínio de mar a mar, e desde o Eufrates até às extremidades da terra. Para isso ele livrou Sião da cova, do cativeiro. (v.10,11) Ele cuidou de Israel para que pudesse por meio deste povo executar a maravilhosa obra da salvação. Muitos, infelizmente, interpretam esta passagem de forma material e sonha com um reino visível, material de Cristo aqui na terra. Esperam em vão. Outros se perguntam: Não é isso uma utopia? Quando será isso? Notem que o profeta está falando de Sião, isto é, da Igreja Cristã, que após Pentecostes, sob a ordem de Cristo de ir ao mundo e pregar o evangelho a todas as nações (Mt 28.19), o reino de Deus se estenderá e estendeu por todo o mundo.
Deus cumpriu sua promessa. Num mundo hostil no qual reinos poderosos se levantaram contra o ungido do Senhor derramando muito sangue, mas a palavra de Deus venceu. Reinos hostis se converteram ao cristianismo. A palavra de Deus foi e esta sendo pregada em todo o mundo. E este é um reino de verdadeira paz. Quem crer em Cristo tem paz e a esperança da vida eterna, do novo céu e d nova terra, na qual habitará a paz.
O fato de nestes últimos anos haver um decréssimo do cristianismo no mundo é em cumprimento da profecia do apóstolo João: Nos últimos tempos Satanás será solto para enganar as nações. Vivemos neste tempo. Satanás está reunido todas as forças e reino do mundo contra Cristo. Em breve Cristo virá para manifestar sua glória e a glória do seu reino. Por isso: Alegra-te muito, ó filha de Sião. Eis ai te vem o teu Rei. Ele vem a nós por sua palavra e seus sacramentos e em breve virá visível para o juízo final e criar o novo céu e a nova terra. Nesta esperança mesmo os mártires enfrentaram a morte cantando alegres. Nada poderá abalar nossa alegria em Cristo (Rm 8.37).
Conclusão
Esta maravilhosa promessa se cumpriu em Jesus e se cumpre até nossos dias, até que Jesus venha em glória para o juízo final, o grande dia da ressurreição e da vida eterna. Amém.
São Leopoldo, 30/03/2009
Horst R. Kuchenbecker

quarta-feira, 25 de março de 2009

Jeremias 31.31-34. Aliança

Jeremias 31.31-34 (35,36). Aliança

Introdução
Esta passagem é uma das mais sublimes do profeta Jeremias, que é chamado o profeta da última hora. Em meio a um momento no qual Deus começou a derramar seu juízo sobre Israel, devido à sua incredulidade e idolatria, surge um raio de luz, o puro evangelho. Jeremias anuncia tempos novos, a nova aliança, que Deus fará com seu povo, a promessa do Novo Testamento.
Mas como é difícil pregar sobre isso. Quando falamos do amor de Deus em Cristo, algumas pessoas já meneiam a cabeça e dizem: Lá vem a mesma coisa. Certa vez ouvi até um pastor dizer: Pregamos tanto tempo sobre o amor de Cristo, está na hora de mudar. Nossas pregações precisam ir mais ao encontro das pessoas. E o que seria isto? Dar dicas para uma vida familiar mais feliz? Dicas sobre como educar os filhos, vencer os problemas materiais, sermos mais otimistas, etc. Enfim, uma religião do Faça-o você mesmo? Ou precisamos crescer no conhecimento da lei de Deus e na consolação na graça de Cristo? Somente o evangelho é água fresca que refrigera a alma. Ouçamos, portanto, a mensagem da nova aliança, do Novo Testamento, para refrigério de nossas almas.
Vejamos o texto:
I – A nova aliança.
Eis aí vêm dias, diz o SENHOR, em que firmarei nova aliança com a casa de Israel e com a casa de Judá. (Jeremias 31.31 RA)
Os dias, nos quais o profeta Jeremias vivia (anos 626-586 a.C.) eram dias maus. O povo deu as costas a Deus e voltou-se para ídolos. Eles estavam fartos de Deus e queriam coisas novas. Apesar de vários profetas, enviados por Deus, chamarem o povo de volta, não deram ouvidos a eles, antes os acusaram de perturbadores da paz e mataram a maioria deles.
Então Deus lhes anunciou o castigo, o cativeiro babilônico. Eles seriam levados cativos e ficariam 70 anos como escravos na Babilônia. Quando o castigo começou a desabar sobre eles pelos rumores de guerras, o profeta Jeremias recebe uma impressionante mensagem de Deus para anunciá-la ao povo, para consolo, a fim de não desesperarem sob o castigo. Eis aí vêm dias, diz o SENHOR, em que firmarei nova aliança com a casa de Israel e com a casa de Judá. (Jeremias 31.31 RA)
Uma nova aliança. O juízo não era a última palavra, Deus amava a Israel e lhes dará um novo início. Que mensagem confortadora.
A antiga aliança será abolida. Qual era esta aliança? Era a aliança que Deus fez com o povo de Israel no monte Sinai. A aliança da lei.
É preciso lembrar que Deus prometeu salvação a Adão e Eva pelo descendente da mulher, que seria Jesus. Mas a humanidade rejeitou esta promessa. Deus teve que intervir com o dilúvio, depois com o castigo da torre de Babel, então escolheu e chamou a Abraão para formar dele o povo de Israel. Com este povo Deus fez uma aliança, um testamento no monte Sinai, dele deveria nascer o Salvador da humanidade.
Lemos em Êxodo: Eu sou o SENHOR, teu Deus, que te tirei da terra do Egito, da casa da servidão. (Êxodo 20.2 RA) Deus se apresenta como um Deus que ama e salvou a Israel, que os tirou da escravidão do Egito, que os tomou pela mão, que os estava guiando. Além disso, apresenta a eles a lei, os Dez Mandamentos e requer perfeição absoluta no cumprimento. A isto acrescentou ainda muitas outras leis cerimoniais em relação aos cultos, aos sacrifícios, às purificações, alimentos e vestimentas. Deus queria que este povo fosse um povo especial em sua maneira de viver, de se comportar, de prestar culto e se diferenciasse de todos os outros povos à sua volta. Deus lhes disse: Agora, pois, se diligentemente ouvirdes a minha voz e guardardes a minha aliança, então, sereis a minha propriedade peculiar dentre todos os povos; porque toda a terra é minha; vós me sereis reino de sacerdotes e nação santa. São estas as palavras que falarás aos filhos de Israel. (Êxodo 19.3-6 RA)
Estas leis, na verdade, eram pesadas. O apóstolo Pedro afirmou a respeito: Agora, pois, por que tentais a Deus, pondo sobre a cerviz dos discípulos um jugo que nem nossos pais puderam suportar, nem nós? (Atos 15.10 RA) Infelizmente, Israel desde cedo quebrou a aliança não obedecendo a Deus. Moisés ainda estava no monte Sinai, recebendo a lei, quando eles fizeram para si um bezerro de ouro. Depois as revoltas, os protestos, o voltarem-se para ídolos. A história do povo de Israel, mesmo tendo momentos de glória, é uma história de rebeldia contra Deus e nisto espelha o coração de cada um de nós. Eles eram, como todos nós: Homens de dura cerviz e incircuncisos de coração e de ouvidos, que sempre resistimos ao Espírito Santo. (Atos 7.51 RA) Mas em todos os momentos lhes resplandece o amor de Deus. E este amor chega ao auge com estas palavras: Farei uma nova aliança.
b) A nova aliança, o Novo Testamento. Esta a aliança é uma aliança do perdão. Nós já conhecemos seu cumprimento em Cristo. Jesus, como substituto da humanidade, cumpriu perfeitamente a lei, por seu padecer e morrer em lugar de toda a humanidade pagou a culpa e venceu nossos inimigos. Ele reconciliou a humanidade com Deus..
Mas o homem natural é espiritualmente cego, morte e inimigo de Deus. Julga que esta boa notícia, esta boa mensagem, este evangelho, esta nova aliança este Novo Testamento é loucura e escândalo. Mesmo assim, Deus continua a amar a humanidade e enviou o Espírito Santo, para conduzir ao arrependimento, operar a fé e dar um coração novo aos que crêem.
Ele afirma: Porque esta é a aliança que firmarei com a casa de Israel, depois daqueles dias, diz o SENHOR: Na mente, lhes imprimirei as minhas leis, também no coração lhas inscreverei; eu serei o seu Deus, e eles serão o meu povo. Não ensinará jamais cada um ao seu próximo, nem cada um ao seu irmão, dizendo: Conhece ao SENHOR, porque todos me conhecerão, desde o menor até ao maior deles, diz o SENHOR. Pois perdoarei as suas iniqüidades e dos seus pecados jamais me lembrarei. (Jeremias 31.33-34 RA)
Na mente lhes imprimirei as minhas leis... (v.33,34) Esta nova aliança dará um novo coração. Jesus disse a seus discípulos: Recebereis o Espírito Santo. (Jo 20.22; At 2.17-23) O Espírito Santo lhes será dado em sua plenitude.
Jesus disse a Nicodemos? Em verdade, em verdade te digo que, se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus. Perguntou-lhe Nicodemos: Como pode um homem nascer, sendo velho? Pode, porventura, voltar ao ventre materno e nascer segunda vez? Respondeu Jesus: Em verdade, em verdade te digo: quem não nascer da água e do Espírito não pode entrar no reino de Deus. (João 3.3-5 RA) Portanto, o inscrever a lei no coração é dar à pessoa um coração novo, fazer a pessoa renascer. Este é o trabalho do Espírito Santo. Pela palavra de Deus e o sacramento do Santo Batismo o Espírito Santo chama, ilumina e opera a fé, á vida nova, dá novo conhecimento de Deus.
Não ensinará jamais cada um ao seu próximo. (v.34) O sentido não é de que um irmão não ajudará ao outro na compreensão, ou de que não precisarmos mais de estudos bíblicos, devoções e cultos. Não. Mas no sentido de reconhecimento da graça de Cristo, reconhecer Jesus como seu Senhor e Salvador, como o confessamos no Credo Apostólico. Lutero afirmou: Graças a Deus, hoje toda a criança de sete anos sabe o que é a igreja: As ovelhas que ouvem a voz do seu Pastor. Todos me conhecerão, pequenos e grandes. E, como renascidos filhos de Deus, eles têm prazer na lei de Deus.
Deste reconhecimento de Deus, desta fé, brota o amor a Deus e ao próximo. O professor Creamer conta em um de seus sermões o seguinte: Numa região, a cruenta guerra cessou. Passaram-se alguns anos, e eis que um soltado volta à região, para uma visita e participa ali do culto de uma de nossas igrejas. Ao estar na fila, aproximando-se ao altar para receber a Santa Ceia, vê na outra fila um homem. Ele o reconhece. É o inimigo que matou seu irmão. O sangue lhe sobe à cabeça. Pensamentos de raiva e de vingança cruzam sua mente. Ele pensa em sair da fila. Então ouve o pastor dizer as palavras: Este é o verdadeiro sangue de Cristo, derramado em favor de vós, para perdão dos pecados. Estas palavras atingem seu coração. A fila avança. Ele se acalma e vai para a outra fila, aperta a mão do homem. Ambos se ajoelham juntos no altar. A nova aliança do amor de Cristo perdoa e move para perdoar e amar. A lei do amor está inscrita no coração dos fiéis.
III - Deus reafirma sua fidelidade. Ele é fiel.
Deus compara a fidelidade a suas promessas, com a fidelidade das leis da natureza. Assim como o sol, a lua, as estrelas, as estações do ano, inverno e verão, seguem seu ritmo e não mudam, assim Deus é fiel em suas promessas. Nisto podemos confiar plenamente.
Mesmo que muitos em Israel rejeitaram a palavra de Deus, como hoje entre nós muitos são levianos com respeito à palavra de Deus, mas tanto em Israel como entre os gentios há um grupo que permanece fiel, e louvarão a Deus eternamente.
Sejamos gratos a Deus pela nova aliança, apeguemo-nos à mesma. Falemos dela em nossos lares e a nossos amigos. O evangelho é consolo real em todas as situações.
Queira Deus que possamos ser encontrados fiéis. Sê fiel até à morte, e dar-te-ei a coroa da vida. (Ap 2.10) Amém.
São Leopoldo, 23/03/2009
Horst R. Kuchenbecker

domingo, 15 de março de 2009

Êxodo 20.1-17. Os Dez Mandamentos

Êxodo 20.1-17. 3° Domingo na Quaresma. 15/03/09

Introdução
Quando pais ou superiores precisam disciplinar uma criança, o que acontece? Qual é a reação das crianças ou dos alunos? Eles ficam bravos, revoltados. E não somente as crianças. Ninguém gosta da repreensão da lei, nem nós adultos. Por isso lemos em nosso Catecismo Menor: “A lei provoca a ira e mata.” Cada um de nós sabe, de própria experiência, o quanto isso é verdade.
Mas nós precisamos da lei. A lei visa nosso bem. Já imaginaram uma cidade sem lei? Seria um inferno.
A Lei
Deus inscreveu a lei nos corações dos primeiros pais. Eles tinham o bem-aventurado conhecimento de Deus, perfeita justiça e santidade. Pela queda em pecado, este conhecimento foi parcialmente apagado. Cada pessoa nasce, no entanto, com o conhecimento rudimentar desta lei inscrita no seu coração. Por exemplo, cada um sabe que existe um Deus, mesmo não sabendo quem é este Deus. Cada um sabe que não deve mentir, roubar, adulterar, matar, desrespeitar os pais e superiores, etc., mas desconhece a profundidade da lei de Deus. Por isso julga poder cumprir a lei e pagar pelos pequenos pecado com algumas boas obras. Assim, Saulo, como fariseus, julgava antes de sua conversão ter cumprido a lei. (At 23.6)
Por isso, quando ouvimos a lei, reagimos desculpando-nos, acusando outros, desinterpretando a lei ou até acusando o próprio Deus. Não queremos admitir sermos culpados diante de Deus. Admitimos alguns pecados, alguns erros, mas não admitimos sermos miseráveis pecadores, réus da eterna condenação. Por isso Deus deu sua lei por escrito em duas tábuas, por intermédio de Moisés. Por eles o Espírito Santo nos convence de pecado.
Quem conhece, hoje, a lei de Deus, os Dez Mandamentos? Antigamente, quase todo o lar cristão tinha a lei de Deus emoldurada na sala de estar, nos escritórios, etc. Hoje muitos dizem: Os tempos são outros. Sim, esta é a tendência humana, colocar a razão humana sobre tudo, deixando-a julgar, aceitar ou rejeitar o que lhe agrada. Mas Deus diz pelo profeta Jeremias: Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e desesperadamente corrupto; quem o conhecerá? (Jeremias 17.9 RA) Importa olharmos para o espelho da lei de Deus e examinar nossos desejos e pensamentos, nosso olhar e ouvir, falar, fazer ou deixar de fazer. Então diremos com o apóstolo Paulo: Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem nenhum, pois o querer o bem está em mim; não, porém, o efetuá-lo. Porque não faço o bem que prefiro, mas o mal que não quero, esse faço... Desventurado homem que sou! Quem me livrará do corpo desta morte? (Romanos 7.18,19,24 RA)
Consciência limpa
O que fazer? Como adquirir uma consciência limpa e escapar da condenação da lei? Uma consciência limpa não é simplesmente uma pequena lembrança do bem ou mal que nos ocorreu na vida, ou o sentir-se de bem com a vida, ou cultivar alguns pensamentos positivos. Quando a consciência desperta, ela nos acusa e atormenta. Podermos tentar sufocá-la, mas ela voltará a se manifestar. Conta-se que o filósofo Voltair, que passou a vida zombando de Deus, quando no leito da morte sua consciência passou a acusá-lo, ele desesperou. Gritou horas a fio em desespero. Seu criado, não suportando mais os gritos, fugiu da casa dele. Sim, horrível coisa é cair nas mãos do Deus vivo. (Hb 10.31)
Nós gostamos, porém, de esquecer nossos pecados, não lembrar mais a lei; mas quando esquecemos a lei, esquecemos também o evangelho, nos enganamos a nós mesmos e rumamos para a terna condenação.
Importa lembrar a lei. Ela acorda nossa consciência, a qual pode ser acalmada somente pelo evangelho, a boa notícia do amor de Deus em Cristo, que cumpriu a lei em nosso lugar, nos salvou e reconciliou com Deus. (2 Co 5.19)
Após o pecado, a consciência do rei Davi passou a acusá-lo. Ele tentou sufocar esta voz, mas em vão. Em grande misericórdia, Deus lhe mandou o profeta Natã, que pela pregação da lei abriu a ferida. Davi caiu em si. Confessou seu pecado e suplicou perdão. Ele ora no Salmo: Não entres em juízo com o teu servo, porque à tua vista não há justo nenhum vivente. (Salmos 143.2 RA) E: Não te lembres dos meus pecados da mocidade, nem das minhas transgressões. Lembra-te de mim, segundo a tua misericórdia, por causa da tua bondade, ó SENHOR. (Salmos 25.7 RA)
Os mandamentos dados por Deus revelam a vontade de Deus, sua ira sobre os transgressores, e a impossibilidade de salvar-nos pelas obras da lei; sim, a necessidade que temos de um salvador.
Dizemos em nosso Catecismo Menor: a) A Lei ensina o que devemos fazer ou deixar de fazer. b) A Lei nos manifesta o nosso pecado e a ira de Deus. c) A Lei provoca a ira e mata.
No Primeiro Mandamento, Deus se apresenta e diz: Eu sou o Senhor teu Deus. Não terás outros deuses diante de mim. Ele é nosso Criador, mantenedor e sustentador. Como tal, ele quer ser respeitado e acatado por suas criaturas. Por isso Lutero interpreta bem ao dizer: Devemos temer e amar a Deus e confiar nele acima de todas as coisas.
No Segundo Mandamento Deus nos fala do seu nome: O nome de Deus é Deus mesmo, como ele se revelou em sua Palavra. Assim ele quer ser visto, respeitado e adorado.
O Terceiro Mandamento: Santificar o dia do descanso. Não desprezar a sua palavra, mas devemos gostar de a ouvir e aprender.
Os outros sete Mandamentos falam do próximo, a quem devemos amar como a nós mesmos.
Ao contemplarmos a lei de Deus à luz de tudo o que Deus diz em sua Palavra, vemos que Deus requer de nós não simples obediência relativa, mas perfeição absoluta, em desejos e pensamentos, palavras e ações, no fazer e deixar de fazer, em relação a ele e ao próximo, na alegria ou no sofrimento, na guerra e na paz, na riqueza e na pobreza. Amar a Deus sobre tudo e ao nosso próximo como a nós mesmo.
Quantas transgressões, no entanto, também em relação à segunda tábua da lei. Perdemos o pudor. A mídia apresente todo o tipo de tentações. Matrimônios se desfazem a belo prazer e os filhos sofrem. Valores morais desaparecem.
Deus ameaça castigar toda pessoa que não permanecer em todas as palavras da lei de Deus. Sim, uma transgressão leva ao inferno. E a tolerância é zero. Tiago escreve: Pois qualquer que guarda toda a lei, mas tropeça em um só ponto, se torna culpado de todos. (Tiago 2.10 RA) Todos quantos, pois, são das obras da lei estão debaixo de maldição; porque está escrito: Maldito todo aquele que não permanece em todas as coisas escritas no Livro da lei, para praticá-las. (Gálatas 3.10 RA) Porque do coração procedem maus desígnios, homicídios, adultérios, prostituição, furtos, falsos testemunhos, blasfêmias. (Mateus 15.19 RA)
Deus revela mais um detalhe: Já nascemos em pecado, sob a maldição da lei. Lemos na Escritura: Eu nasci na iniqüidade, e em pecado me concebeu minha mãe. (Salmos 51.5 RA) Éramos, por natureza, filhos da ira, como também os demais. (Efésios 2.3 RA)
Isto os israelitas sentiram quando Deus se manifestou e começou a falar com eles. O povo disse a Moisés: Disseram a Moisés: Fala-nos tu, e te ouviremos; porém não fale Deus conosco, para que não morramos. (Êxodo 20.19 RA) Isto mostra que ela lei ninguém se salvará, precisamos de um Mediador.
O Mediador
Se o santo e justo Deus falar conosco ou quando nós teremos que nos defrontar com ele no dia do juízo, não subsistiremos. Graças a Deus, ele nos providenciou um maravilhoso Salvador. Moisés já o anunciou dizendo: O SENHOR, teu Deus, te suscitará um profeta do meio de ti, de teus irmãos, semelhante a mim; a ele ouvirás. (Deuteronômio 18.15 RA) Este profeta veio a nós em carne humana, como o confessamos: Creio que Jesus Cristo, verdadeiro Deus gerado do Pai desde a eternidade e também verdadeiro homem, nascido da virgem Maria, é meu Senhor.
E aqui precisamos lembrar um detalhe muito importante. Aquele que falou com Moisés na sarça ardente, foi Jesus. O que guiou o povo de Israel para fora do Egito e o protegeu no deserto durante os 40 anos de peregrinação, foi Jesus. O apóstolo Paulo afirma: E beberam da mesma fonte espiritual; porque bebiam de uma pedra espiritual que os seguia. E a pedra era Cristo. (1 Coríntios. 10.4 RA) Quem falou com Moisés no Monte Sinai e lhe entregou as tábuas da lei, foi Jesus. O apóstolo afirma: Porquanto há um só Deus e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem. (1 Timóteo 2.5 RA) Portanto foi Jesus quem escreveu os Dez Mandamentos nas duas tábuas da lei. Foi Jesus quem deu a lei. E ao mesmo tempo ele se tornou o devedor da lei, Como Mediador cumpriu a lei em nosso lugar. Pagou nossa dívida. O autor da lei tornou-se o cumpridor da lei em nosso lugar. Temos um maravilhoso Mediador e Salvador.
Este chama todos os pecadores a si. Quem se arrepende de seus pecados e confia na graça de Cristo recebe perdão dos pecados, é aceito como filho de Deus e herdeiro do céu.
Como filho de Deus pela fé, gostamos de servir a Deus, temos prazer na lei de Deus. Devido à nossa natureza carnal, no entanto, servimos em fraqueza, mas procuramos crescer na fé e no servir, guiando-nos pelos mandamentos de Deus. Oh! Não seja em vão, Senhor, teu martírio expiador! (HL 81) Amém.
São Leopoldo, 09/03/09
Horst R. Kuchenbecker

sábado, 7 de março de 2009

Gênesis 17.1-7.15-16. 2° Domingo na Quaresma

Gn 17.1-7-15-16. 2° Domingo na Quaresma,2009

Introdução
Contemplar a vida dos patriarcas e meditar sobre eles é uma grande bênção, especialmente, porque vemos Deus falar com eles seguidamente e como eles aceitaram sua Palavra em fé singela. Por outro, as muitas tentações que sofreram e como tinham que lutar contra sua própria razão e as tentações de fora. Suas fraquezas e quedas e a misericórdia de Deus que os consolava e erguia.
Hoje queremos contemplar como Deus apareceu a Abrão, apresentando-se a ele com um novo nome, para fazer com Abrão uma nova aliança, mudar-lhe também o nome e instituir a circuncisão.

1. Deus aparece a Abrão.
Após Abrão ter libertado de seu sobrinho Ló da mão dos cinco reis, e o sacerdote Melquisedeque tê-lo abençoado, Abrão voltou para Hebrom e residiu ali.
Viveu dez anos na terra de Canaã, mas a promessa de Deus de dar-lhe um filho ainda não se cumprira. Sua esposa Sarai ficou impaciente. Ela deu a Abrão sua serva egípcia para que lhe gerasse um filho. Hagar concebeu um filho e lhe deram o nome de Ismael. Quando Ismael nasceu, Abrão tinha 86 anos. Abrão e Sarai amaram a Ismael, julgando ser este o descendente prometido. Passaram-se mais treze anos.
Quando Abrão alcançou a idade de 99 anos e sua esposa Sarai 90 anos, Deus apareceu a Abrão e lhe disse: Eu sou o Deus Todo-poderoso; anda na minha presença e sê perfeito (v.1)
Deus se apresenta a Abrão com um novo nome: Deus Todo-poderoso. Com este nome, Deus indica que ele é o único e verdadeiro Deus. O Criador e Mantenedor de todas as coisas. Para quem nada é impossível em suas promessas. Isto precisava ser lembrado a Abrão, para compreender a nova aliança e promessa que Deus faria a eles. A respeito desse mesmo Deus, nós ainda hoje o confessamos:
Creio em Deus Pai, todo-poderoso, Criador do céu e terra. Com isso dizemos: Eu creio que Deus me criou a mim e a todas as criaturas; e me deu corpo e alma, olhos, ouvidos e todos os membros, razão e todos os sentidos, e ainda os conserva; além disso me dá vestes, calçados, comida e bebida, casa e lar, esposa e filhos, campos, gado e todos os bens. Supre- me abundante e diariamente de todo o necessário para o corpo e a vida; protege-me contra todos os perigos e me guarda de todo o mal. E tudo isso faz unicamente por sua paternal e divina bondade e misericórdia, sem nenhum mérito ou dignidade de minha parte. Por tudo isto devo dar-lhe graças e louvor, servi-lo e obedecer.-lhe. Isto é certamente verdade.
É importante que isto seja bem gravado em nossos corações, também em nossos filhos. Especialmente este ano, em que o mundo comemora os 200 anos de Darwin e sua absurda teoria da evolução, tão elogiada propagada pela mídia.
Eu sou o Deus Todo-poderoso. Assim Deus se apresente a Abraão, para firmá-lo na convicção de que para Deus não há impossível em todas as suas promessas. (Lc 1.37)
Ele é um Deus santo. Nenhum pecador verá a sua face sem que morra. Para termos comunhão com ele precisamos ser santificados por sua graça e misericórdia, que ele prometeu em Cristo. Esta graça Abrão tinha e nela ele confiava, por isso Deus o declarou: justo, isto é, justificado, perdoado, aceito por Deus, quando foi chamado por Deus. Mas as tentações para cair da graça são muitas. Por isso Deus reafirma: Anda na minha presença e sê perfeito, isto é, irrepreensível. Este irrepreensível está no plural, a saber, com toda a sua casa. O que requer de Abrão o instruir sua família, admoestar e consolar a mesma, e andar diante de Deus em fé.
Anda na minha presença. Deus está em toda a parte. Vê e conhece tudo. Mas sua presença graciosa ele a fixou em sua Palavra. Onde dois ou três estão reunidos em meu nome, ali estou no meio deles. (Mt 18.20) Andar na minha presença, portanto, envolve a Tábua da lei de Deus, inscrita no coração humano, mesmo que após a queda parcialmente apagada. E o Primeiro Mandamento requer: Devemos temer, amar e confiar em Deus de todo o coração e toda a alma, isto é, ouvir a Deus, confiar nele de coração, amá-lo e servi-lo e amar o próximo como a si mesmo.
Isto Deus tem repetido diversas vezes aos patriarcas, porque a fé precisa ser alimentada pela palavra de Deus.

2. Deus estabelece graciosa aliança com Abrão.
Eis a promessa:
Farei uma aliança entre mim e ti e te multiplicarei extraordinariamente. Prostrou-se Abrão, rosto em terra, e Deus lhe falou: Quanto a mim, será contigo a minha aliança; serás pai de numerosas nações. Abrão já não será o teu nome, e sim Abraão; porque por pai de numerosas nações te constituí. Far-te-ei fecundo extraordinariamente, de ti farei nações, e reis procederão de ti. Estabelecerei a minha aliança entre mim e ti e a tua descendência no decurso das suas gerações, aliança perpétua, para ser o teu Deus e da tua descendência. Dar-te-ei e à tua descendência a terra das tuas peregrinações, toda a terra de Canaã, em possessão perpétua, e serei o seu Deus. (Gênesis 17.2-8 RA)
Primeiro Deus chamou a Abrão de Ur da Caldéia. Depois lhe prometeu um filho. Após o que fez uma aliança perpétua com ele. E prometeu a Abrão e à sua descendência a terra de Canaã. Também lhe mudou o nome de Abrão (enaltecido), para Abraão (numerosa geração) e o nome de Sarai (a nobre) para Sara (a princesa). E lhe deu uma ordem, um sinal visível dessa aliança. Todo o homem deveria ser circuncidado. Mesmo que a circuncisão tenha sido uma prática entre algumas nações, Deus a ordenou a Abraão como sinal visível. Para Abraão isto era o sinal da aliança que Deus fez com ele, de ele ser considerado justo, por sua fé; mas para seus descendentes, as crianças que deveriam ser circuncidadas ao oitavo dia era mais do que um sinal, era um sacramento. Pois Deus disse que será um sinal da aliança entre mim e vós. Uma ação de Deus em relação à pessoa, de que a partir daí, a criança faria parte do povo de Deus. Temos aqui uma ordem e uma promessa, pelo qual o Espírito Santo atua, gera a fé. Pois sem fé é impossível agradar a Deus (Hb 11.6) E disse também que a pessoa que rejeitar essa ordem e promessa de Deus, deverá ser eliminado do povo de Deus, isto é, não terá parte da bênção do povo por rejeitar esta aliança.
Os judeus mais tarde, em vez de olharem para a graciosa ação de Deus através sacramento da circuncisão, fizeram da circuncisão uma obra, da qual se orgulhavam e desprezavam os não circuncisos. Não leram com atenção o livro de Moisés. Deus só mandou circuncidar os da casa de Abraão, para diferenciá-los das outras nações e indicar que desta nação nasceria o Salvador da humanidade. Com isso Deus não fechou a porta da salvação às outras nações. Ele não mandou circuncidar a Ismael, que sem dúvida creu no Deus gracioso. Também o Faraó do Egito no tempo de José que, provavelmente, creu no Deus de José e foi salvo. Deus prometeu que Abraão seria pai de muitas “nações”, (v.5 e 16) isto aponta para o Novo Testamento, a Igreja Cristã, composta de pessoas de todas as nações do mundo, que pela fé são filhos de Abraão.

3) E se alguém quebrar a aliança, isto é, não andar diante de Deus em temor, amor e fé, perde a bênção da circuncisão. Por isso os profetas chamaram à circuncisão do coração, isto é, ao arrependimento e fé na graça de Cristo. Quando alguém, por arrependimento voltar a Deus, a aliança volta a ter o seu valor, seu efeito.

4) O Batismo. A antiga aliança se cumpriu completamente em Cristo e ele instituiu o sacramento do santo Batismo. Os judeus convertidos ao cristianismo custaram a compreender esta nova aliança e o apóstolo Paulo teve que instruí-los a respeito, o que ele fez em sua carta aos Romanos e aos Gálatas.
Lemos na carta aos Romanos:
Bem-aventurados aqueles cujas iniqüidades são perdoadas, e cujos pecados são cobertos; bem-aventurado o homem a quem o Senhor jamais imputará pecado. Vem, pois, esta bem-aventurança exclusivamente sobre os circuncisos ou também sobre os incircuncisos? Visto que dizemos: a fé foi imputada a Abraão para justiça. Como, pois, lhe foi atribuída? Estando ele já circuncidado ou ainda incircunciso? Não no regime da circuncisão, e sim quando incircunciso. E recebeu o sinal da circuncisão como selo da justiça da fé que teve quando ainda incircunciso; para vir a ser o pai de todos os que crêem, embora não circuncidados, a fim de que lhes fosse imputada a justiça, e pai da circuncisão, isto é, daqueles que não são apenas circuncisos, mas também andam nas pisadas da fé que teve Abraão, nosso pai, antes de ser circuncidado. (Romanos 4.7-12 RA)

Na carta aos Gálatas: É o caso de Abraão, que creu em Deus, e isso lhe foi imputado para justiça. (Gálatas 3.6 RA)

E aos colossenses:
Nele, também fostes circuncidados, não por intermédio de mãos, mas no despojamento do corpo da carne, que é a circuncisão de Cristo, tendo sido sepultados, juntamente com ele, no batismo, no qual igualmente fostes ressuscitados mediante a fé no poder de Deus que o ressuscitou dentre os mortos. E a vós outros, que estáveis mortos pelas vossas transgressões e pela incircuncisão da vossa carne, vos deu vida juntamente com ele, perdoando todos os nossos delitos; (Colossenses 2.11-13 RA)

Conclusão
Este Deus que se apresentou a Abrão como o Deus Todo-poderoso e que revelou tanta bondade e misericórdia a Abraão e seus descendentes, este Deus nós do Novo Testamento conhecemos ainda melhor, pois ele veio a nós em forma humana por seu unigênito Filho Jesus Cristo. Jesus tomou a culpa da humanidade sobre si e a encravou na cruz do Gólgota. Ressuscitou e triunfou sobre nossos inimigos: pecado, morte e Satanás. Graciosamente ele nos chamou sua por palavra e nos edifica por Palavra e sacramento na fé. Diante deste Deus queremos andar e ser irrepreensíveis, guiando-nos pro seus mandamentos, confessando seu nome para salvação de muitos.
Que o tempo quaresmal nos sirva para isso. Amém.