Gênesis 22.1-18. Deus põe Abraão à prova. (1° Domingo na Quaresma)
O nome Isaque traduzido significa “riso”. Sara riu incrédula quando o Anjo do Senhor anunciou a Abraão que, mesmo na idade avançada dele e de Sara, Deus lhes concederia um filho. Agora, quando Isaque nasceu, Sara, cheio de contentamento, alegria e gratidão a Deus jubilou com o nascimento de seu filho. Na casa de Abraão havia motivo para muita alegria. Ela exclamou: Deus me deu motivo de riso. (Gn 21.6)
Isaque é o segundo patriarca no povo de Israel, pois de sua descendência deveria nascer o Salvador da humanidade.
Uma ordem estranha
Quando Isaque era um jovem crescido, Deus deu uma estranha ordem a Abraão. Deus chamou a Abraão e lhe ordenou que sacrificasse seu filho Isaque e o oferecesse em holocausto a Deus. Isto foi algo incrível. Deus deu uma ordem contra sua própria palavra, que proibia sacrifícios humanos e contra sua promessa de que da descendência de Isaque nasceria o Salvador da humanidade.
O que fez Abraão. No outro dia tomou dois de seus servos, rachou a lenha necessária para o sacrifício, tomou seu filho Isaque e foram caminho de três dias até ao monte que Deus lhe havia indicado.
Os três dias
Estes foram talvez os três dias mais longos para Abraão. Caminharam em silêncio. O que deter ter tudo passado pela mente de Abraão. Quantas argumentações da razão contra esta estranha ordem de Deus. Quantas perguntas sentimentais do coração paterno que recebeu de Deus a ordem de sacrificar “seu filho a quem amava”. E a constante luta interna par afogar todas estas perguntas da razão e dos sentimentos emocionais e apegar-se somente à palavra de Deus, à ordem de Deus, sem questioná-la ou tentar compreender esta contradição.
Entre estas perguntas a mais forte deve ter sido a pergunta que vem também a nossa mente, quando algo vai mal em nossa vida. Imediatamente nossa consciência desperta e nos acusa de pecados. Estas vendo, Deus não te quer mais. Você é um pecador. Deus te abandonou. Sem dúvida esta pergunta afligiu muito a Abraão. Deus o havia escolhido, bem como a Isaque e lhes prometido que de sua descendência nasceria o Salvador. Agora Deus mandou sacrificar a Isaque. Por que será. Será que deus quer retirar sua promessa de nós porque somos pecadores? Abraão teve que lutar contra as acusações de sua consciência, bem como contra os incompressíveis caminhos de Deus, e apegar-se firmemente à promessa de Deus.
Então chegaram ao pé do monte Moriá. Abraão deixou ali os seus dois servos e seguiu com seu filho. Ele disse a seus servos: Esperai aqui, com o jumento; eu e o rapaz iremos até lá e, havendo adorado, voltaremos para junto de vós. (Gênesis 22.5 RA)
Ao subirem ao monte, seu filho perguntou a seu pai: Meu pai! Respondeu Abraão: Eis-me aqui, meu filho! Perguntou-lhe Isaque: Eis o fogo e a lenha, mas onde está o cordeiro para o holocausto? Respondeu Abraão: Deus proverá para si, meu filho, o cordeiro para o holocausto; e seguiam ambos juntos. Chegaram ao lugar que Deus lhe havia designado; ali edificou Abraão um altar, sobre ele dispôs a lenha, amarrou Isaque, seu filho, e o deitou no altar, em cima da lenha. (Gênesis 22.7-9 RA)
Chegados ao alto do monte, armaram o altar, colocaram nele a lenha e Abraão tomou o seu filho e o amarrou, como se amarra um cordeiro para ser imolado e colocado sobre o altar. Ao tomar a faca, sem dúvida lagrimas rolaram de sua face e caíram sobre as costas de Isaque. Lutero disse com muita propriedade: Eu não seria capaz disso. Que apego à palavra de Deus. O escritor da carta aos Hebreus afirma: Pela fé, Abraão, quando posto à prova, ofereceu Isaque; estava mesmo para sacrificar o seu unigênito aquele que acolheu alegremente as promessas, a quem se tinha dito: Em Isaque será chamada a tua descendência; porque considerou que Deus era poderoso até para ressuscitá-lo dentre os mortos, de onde também, figuradamente, o recobrou. (Hebreus 11.17-19 RA)
De repente ouviu-se uma voz do céu, do Anjo do Senhor, que é o próprio Jesus: Abraão! Abraão! Ele respondeu: Eis-me aqui! Então, lhe disse: Não estendas a mão sobre o rapaz e nada lhe faças; pois agora sei que temes a Deus, porquanto não me negaste o filho, o teu único filho. (Gênesis 22.11-12 RA) A Trindade e os anjos acompanharam todo o ritual.
Abraão passou pela prova. O apóstolo Paulo escreveu: Não vos sobreveio tentação que não fosse humana; mas Deus é fiel e não permitirá que sejais tentados além das vossas forças; pelo contrário, juntamente com a tentação, vos proverá livramento, de sorte que a possais suportar. (1 Coríntios 10.13 RA) E aos gálatas escreveu: É o caso de Abraão, que creu em Deus, e isso lhe foi imputado para justiça. Sabei, pois, que os da fé é que são filhos de Abraão. (Gálatas 3.6-7 RA)
Tipo de Cristo
Isaque foi um “tipo” de Cristo. Ele espelha o que Deus Pai fez com seu próprio e unigênito filho, Jesus Cristo. Aquele que não conheceu pecado, ele o fez pecado por nós; para que, nele, fôssemos feitos justiça de Deus. (2 Coríntios 5.21 RA) O Filho de Deus foi voluntariamente ao sacrifício e remiu a humanidade de seus pecados. Ele reconciliou a humanidade com Deus Pai e nos confiou a palavra da reconciliação, o evangelho.
Com que júbilo pai e filho voltaram para casa, fortalecidos em sua fé no Deus misericordioso.
Conclusão
Que este tempo quaresmal, no qual queremos contemplar o sofrimento e morto de Cristo nos sirva para crescimento na fé e determinação de servir a Deus. Amém.
São Leopoldo, 20/02/2009
Horst R. Kuchenbecker
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009
sábado, 21 de fevereiro de 2009
2 Reis 5.1-19. Naamã. 6° Epifania
2 Reis 5.1-19. Naamã. 6° Epifania
Introdução
Entre as muitas histórias do Antigo Testamento que mostram o amor de Deus também para com os gentios, talvez nenhuma outra história o mostra tão claramente como a história do comandante sírio, chamado Naamã.
Nesta história, Deus revela tanto sua severidade e juízo, bem como seu amor e sua graça, quer seja para com Israel ou aos gentios. Vejamos a história.
1. A doença, que criou a oportunidade para a vida.
Nosso texto relata sobre um acontecimento ocorrido 850 anos antes de Cristo. Jorão era rei em Israel. Um rei que infelizmente “fez o que era mão perante o Senhor”. (2 Rs 3.2) Mesmo assim, Deus deu ao povo ainda bons profetas. O profeta Elias foi recolhido ao céu por Deus, num carro de fogo, de forma visível aos olhos de Eliseu. Eliseu continuou o trabalho, ensinando e confirmando sua pregação aqui e ali por alguns milagres.
Ao norte de Israel estavam os sírios, governados pelo rei Ben-Hadat, que tinham um comandante de nome Naamã. Deus concedeu sabedoria a Naamã. Ele foi um dos generais mais bem sucedidos do rei, de modo que foi muito honrado. Porém, em toda sua glória carregava uma grande pesar. Ele era leproso e a lepra avançava. O que lhe adiantava a honra e a riqueza se a lepra lhe impunha restrições e o impedia a desfrutar de sua glória e riqueza. Além disso, a lepra lhe causava muitas dores e sofrimentos.
Naamã é um quadro de nosso estado original. Por natureza também nós estamos contaminados por uma doença mortal, que é o pecado. Este pecado corrompeu toda nossa natureza. Confessamos em nosso Catecismo Menor. “O pecado Original é o pecado que herdamos de Adão, isto é, a completa corrupção de toda a natureza humana, agora privada da justiça original, inclinada para todo o mal e sujeita à condenação.” Da parte humana, não há cura para nós. O profeta Isaías afirma: “Desde a planta do pé até à cabeça não há nele coisa sã, senão feridas, contusões e chagas inflamadas.” (Is 1.6) E o salmista afirma: “Eu nasci na iniqüidade, e em pecado me concebeu minha mãe.” (Sl 51.5) O apóstolo Paulo afirma: “Éramos por natureza filhos da ira, como também os demais.” (Ef 2.3)
O que adiantam todas as riquezas e honra da terra, se não podem nos purificar de nossos pecados? Só em Cristo encontramos purificação.
O texto mostra que a mulher de Naamã tinha uma empregada. Era uma moça, escrava, judia. Em si, havia paz entre a Síria e Israel. Mas sempre havia pequenas guerras e saques, como hoje entre Israel e os palestinos. Numa das incursões, capturaram essa menina, talvez seus pais foram mortos, e Naamã ficou com ela.
Quanta tristeza esta mocinha passou. Quantas noites de insônia, desejando retornar à sua terra. Quantas perguntas: Por que Deus permitiu que me capturassem e me trouxessem para cá?
Mas vejam essa menina mostra amor a seus inimigos. Num outro caso, alguém vendo seu inimigo com lepra, diria: Bem feito! Tomara que sofra bastante e morra. Ela não. Ela revela compaixão para com Naamã. Isto é propriedade dos cristãos, amarem seus inimigos. Sem dúvida, ela orou também por ele. Até que um dia, juntando coragem, disse a sua senhora: “Se o meu Senhor estivesse diante do profeta que está em Samaria: ele o restauraria da sua lepra.” (v.3) O texto não nos diz se Naamã aceitou logo ou convite ou se demorou alguns dias ou até meses. Talvez foi necessário sua esposa insistir. Pois em si, os gentios com seus ídolos, desprezavam o Deus de Israel. Finalmente Naamã informou ao rei de que está com a intenção de ir a Israel, consultar o profeta de Deus, a respeito do qual sua empregada lhe havia informado que o curaria da doença. O rei lhe respondeu: “Vai, anda, e enviarei uma carta ao rei de Israel.” (v.5) O rei estava ardentemente interessado na cura de seu general.
Vejam o testemunho dessa empregada. Quantas oportunidades semelhantes nós temos em nosso dia a dia para testemunhar de nosso maravilhoso Deus, da maravilhosa salvação? Queira Deus conceder a cada um de nós sabedoria, coragem e força para testemunharmos constantemente do amor de Deus, em Cristo.
2. Sua cura. Naamã confia na palavra e é curado.
Naamã preparou-se para a viagem. Levou consigo muitos tesouros para dar de presente. Julgou que mediante dinheiro conseguiria o que quisesse e não sabia o que Deus afirmou: “Minha é a prata, meu é o ouro, diz o Senhor dos Exércitos.” (Ag. 2.8)
Naamã, o grande general chega a Samaria. Podemos imaginar o alvoroço que isto causou. Naamã entregou a carta de recomendação ao rei de Israel. O rei lendo a carta, “rasgou as suas vestes, e disse: Acaso sou Deus com poder de tirar a vida, ou dá-la, para que este envie a mim um homem para eu cura-lo de sua lepra? Notai, pois, e vede que procura um pretexto para romper comigo.” (v.7) O susto do rei deve ter sido grande. Impressionante, um gentio chega ao povo de Israel em busca do profeta de Deus e na corte não conhecem mais o verdadeiro Deus, nem o seu profeta. – Hoje, muitos que ainda hoje se denominam cristãos, mas não sabe mais dar informações sobre Deus e seu amor, revelado na Bíblia.
Lemos adiante: “Ouvindo, porém, Eliseu, homem de Deus, que o rei de Israel rasgara as suas vestes, mandou dizer ao rei: Por que rasgaste as tuas vestes? Deixa-o vir a mim, e saberá que há profeta em Israel.” (v.8) É um trecho bem resumido. A notícia da vinda de Naamã e do propósito de sua vinda, bem como da reação desesperadora do rei correu célere por toda a Samaria e chegou também aos ouvidos do profeta Eliseu, rejeitado e desprezado pela corte.
O rei mandou Naamã ao profeta. O profeta vivia, como diríamos hoje, na periferia, num subúrbio de Samaria, numa casinha de pão-a-pique, de barro. Era pobre. E eis que ali chega Naamã com seus cavaleiros e seus carros. Chamaram pelo profeta. Eliseu manda seu servo lhe dizer: “Vai, lava-te sete vezes no Jordão, e a tua carne será restaurada, e ficarás limpo.” (v.10)
Naamã muito se indignou. Ele disse: “Pensava eu que ele sairia a ter comigo, por-se-ia de pé, invocaria o nome do Senhor seu Deus, moveria a mão sobre o lugar da lepra, e restauraria o leproso.” (v.11) Vou eu banhar-me nesse rio sujo, tendo na minha terra rios limpos. E foi indignado para casa.
No caminho seus oficiais se chegaram a ele e lhe disseram: “Meu pai, se te houvesse dito o profeta alguma coisa difícil acaso não a farias? Quanto mais, já que apenas te disse: Levanta-te e ficarás limpo.” (v. 13).
Naamã deu ouvido ao conselho de seus oficiais e foi banhar-se no rio Jordão, Mergulhou sete vezes, conforme a palavra do homem de Deus; e a sua carne se tornou como a carne duma criança, e ficou limpo. Estava sã de corpo e de alma.
Este milagre é ao mesmo tempo uma figura de nosso batismo, “o lavar regenerador e renovador do Espírito Santo.” (Tt 3.5) A força, na verdade, não está em si na água, mas na água ligada ao mandamento de Deus, “pois sem a Palavra a água é água simples e não batismo”.
3) O novo homem.
Voltou então com toda sua comitiva ao profeta. Colocou-se diante dele e disse: “Eis que agora reconheço que em toda a terra não há Deus senão em Israel; agora , pois, te peço aceites um presente do teu servo. Porém ele disse: “Tão certo como vive o Senhor em cuja presença estou, não o aceitarei. Instou com ele para que a aceitasse, mas ele recusou.” “De graça recebestes, de graça daí.” Pelo não aceitar o presente, Eliseu deixou bem claro que não foi por sua força que Naamã está curado, mas pela graça de Deus, de quem Eliseu era servo. Então Naamã disse ao profeta: “Se não queres, pelo-te que ao teu servo seja dado levar uma carga de terra de dois mulos; porque nunca mais oferecerá este teu servo holocausto nem sacrifício a outros deuses, senão ao Senhor. Nisto perdoe o Senhor a teu servo; quando o meu senhor entra na casa de Rimom para ali adorar, e ele se encosta na minha mão, e eu também me tenha de encurvar na casa de Rimom quando assim me prostrar na casa de Rimom, nisto perdoe o Senhor a teu servo. Eliseu lhe disse: Vai em paz.” (v.17-19) Naamã confessou sua fé e seu propósito de vida. Ele era um novo homem. Fora curado no corpo e na alma. Iria agora servir somente ao Senhor, o Deus de Israel.
Conclusão
Ouvimos e contemplamos esse belíssimo acontecimento, ocorrido há 850 anos antes de Cristo, que nos mostra o grande amor de Deus para com Israel e a humanidade. Que o contemplar dessa história, fortaleça nossa fé e disposição de servir a Deus.
Relembrando a história de Naamã, queremos renovar nosso voto batismal. Renunciar o diabo e toda sua pompa, prometendo ser fiel ao Deus triúno, Pai, Filho e Espírito Santos, para servi-lo com todas nossas forças, no lugar que nos colocou e nas responsabilidades que nos conferiu. Amém.
São Leopoldo, 06/02/2009
Horst R. Kuchenbecker
Introdução
Entre as muitas histórias do Antigo Testamento que mostram o amor de Deus também para com os gentios, talvez nenhuma outra história o mostra tão claramente como a história do comandante sírio, chamado Naamã.
Nesta história, Deus revela tanto sua severidade e juízo, bem como seu amor e sua graça, quer seja para com Israel ou aos gentios. Vejamos a história.
1. A doença, que criou a oportunidade para a vida.
Nosso texto relata sobre um acontecimento ocorrido 850 anos antes de Cristo. Jorão era rei em Israel. Um rei que infelizmente “fez o que era mão perante o Senhor”. (2 Rs 3.2) Mesmo assim, Deus deu ao povo ainda bons profetas. O profeta Elias foi recolhido ao céu por Deus, num carro de fogo, de forma visível aos olhos de Eliseu. Eliseu continuou o trabalho, ensinando e confirmando sua pregação aqui e ali por alguns milagres.
Ao norte de Israel estavam os sírios, governados pelo rei Ben-Hadat, que tinham um comandante de nome Naamã. Deus concedeu sabedoria a Naamã. Ele foi um dos generais mais bem sucedidos do rei, de modo que foi muito honrado. Porém, em toda sua glória carregava uma grande pesar. Ele era leproso e a lepra avançava. O que lhe adiantava a honra e a riqueza se a lepra lhe impunha restrições e o impedia a desfrutar de sua glória e riqueza. Além disso, a lepra lhe causava muitas dores e sofrimentos.
Naamã é um quadro de nosso estado original. Por natureza também nós estamos contaminados por uma doença mortal, que é o pecado. Este pecado corrompeu toda nossa natureza. Confessamos em nosso Catecismo Menor. “O pecado Original é o pecado que herdamos de Adão, isto é, a completa corrupção de toda a natureza humana, agora privada da justiça original, inclinada para todo o mal e sujeita à condenação.” Da parte humana, não há cura para nós. O profeta Isaías afirma: “Desde a planta do pé até à cabeça não há nele coisa sã, senão feridas, contusões e chagas inflamadas.” (Is 1.6) E o salmista afirma: “Eu nasci na iniqüidade, e em pecado me concebeu minha mãe.” (Sl 51.5) O apóstolo Paulo afirma: “Éramos por natureza filhos da ira, como também os demais.” (Ef 2.3)
O que adiantam todas as riquezas e honra da terra, se não podem nos purificar de nossos pecados? Só em Cristo encontramos purificação.
O texto mostra que a mulher de Naamã tinha uma empregada. Era uma moça, escrava, judia. Em si, havia paz entre a Síria e Israel. Mas sempre havia pequenas guerras e saques, como hoje entre Israel e os palestinos. Numa das incursões, capturaram essa menina, talvez seus pais foram mortos, e Naamã ficou com ela.
Quanta tristeza esta mocinha passou. Quantas noites de insônia, desejando retornar à sua terra. Quantas perguntas: Por que Deus permitiu que me capturassem e me trouxessem para cá?
Mas vejam essa menina mostra amor a seus inimigos. Num outro caso, alguém vendo seu inimigo com lepra, diria: Bem feito! Tomara que sofra bastante e morra. Ela não. Ela revela compaixão para com Naamã. Isto é propriedade dos cristãos, amarem seus inimigos. Sem dúvida, ela orou também por ele. Até que um dia, juntando coragem, disse a sua senhora: “Se o meu Senhor estivesse diante do profeta que está em Samaria: ele o restauraria da sua lepra.” (v.3) O texto não nos diz se Naamã aceitou logo ou convite ou se demorou alguns dias ou até meses. Talvez foi necessário sua esposa insistir. Pois em si, os gentios com seus ídolos, desprezavam o Deus de Israel. Finalmente Naamã informou ao rei de que está com a intenção de ir a Israel, consultar o profeta de Deus, a respeito do qual sua empregada lhe havia informado que o curaria da doença. O rei lhe respondeu: “Vai, anda, e enviarei uma carta ao rei de Israel.” (v.5) O rei estava ardentemente interessado na cura de seu general.
Vejam o testemunho dessa empregada. Quantas oportunidades semelhantes nós temos em nosso dia a dia para testemunhar de nosso maravilhoso Deus, da maravilhosa salvação? Queira Deus conceder a cada um de nós sabedoria, coragem e força para testemunharmos constantemente do amor de Deus, em Cristo.
2. Sua cura. Naamã confia na palavra e é curado.
Naamã preparou-se para a viagem. Levou consigo muitos tesouros para dar de presente. Julgou que mediante dinheiro conseguiria o que quisesse e não sabia o que Deus afirmou: “Minha é a prata, meu é o ouro, diz o Senhor dos Exércitos.” (Ag. 2.8)
Naamã, o grande general chega a Samaria. Podemos imaginar o alvoroço que isto causou. Naamã entregou a carta de recomendação ao rei de Israel. O rei lendo a carta, “rasgou as suas vestes, e disse: Acaso sou Deus com poder de tirar a vida, ou dá-la, para que este envie a mim um homem para eu cura-lo de sua lepra? Notai, pois, e vede que procura um pretexto para romper comigo.” (v.7) O susto do rei deve ter sido grande. Impressionante, um gentio chega ao povo de Israel em busca do profeta de Deus e na corte não conhecem mais o verdadeiro Deus, nem o seu profeta. – Hoje, muitos que ainda hoje se denominam cristãos, mas não sabe mais dar informações sobre Deus e seu amor, revelado na Bíblia.
Lemos adiante: “Ouvindo, porém, Eliseu, homem de Deus, que o rei de Israel rasgara as suas vestes, mandou dizer ao rei: Por que rasgaste as tuas vestes? Deixa-o vir a mim, e saberá que há profeta em Israel.” (v.8) É um trecho bem resumido. A notícia da vinda de Naamã e do propósito de sua vinda, bem como da reação desesperadora do rei correu célere por toda a Samaria e chegou também aos ouvidos do profeta Eliseu, rejeitado e desprezado pela corte.
O rei mandou Naamã ao profeta. O profeta vivia, como diríamos hoje, na periferia, num subúrbio de Samaria, numa casinha de pão-a-pique, de barro. Era pobre. E eis que ali chega Naamã com seus cavaleiros e seus carros. Chamaram pelo profeta. Eliseu manda seu servo lhe dizer: “Vai, lava-te sete vezes no Jordão, e a tua carne será restaurada, e ficarás limpo.” (v.10)
Naamã muito se indignou. Ele disse: “Pensava eu que ele sairia a ter comigo, por-se-ia de pé, invocaria o nome do Senhor seu Deus, moveria a mão sobre o lugar da lepra, e restauraria o leproso.” (v.11) Vou eu banhar-me nesse rio sujo, tendo na minha terra rios limpos. E foi indignado para casa.
No caminho seus oficiais se chegaram a ele e lhe disseram: “Meu pai, se te houvesse dito o profeta alguma coisa difícil acaso não a farias? Quanto mais, já que apenas te disse: Levanta-te e ficarás limpo.” (v. 13).
Naamã deu ouvido ao conselho de seus oficiais e foi banhar-se no rio Jordão, Mergulhou sete vezes, conforme a palavra do homem de Deus; e a sua carne se tornou como a carne duma criança, e ficou limpo. Estava sã de corpo e de alma.
Este milagre é ao mesmo tempo uma figura de nosso batismo, “o lavar regenerador e renovador do Espírito Santo.” (Tt 3.5) A força, na verdade, não está em si na água, mas na água ligada ao mandamento de Deus, “pois sem a Palavra a água é água simples e não batismo”.
3) O novo homem.
Voltou então com toda sua comitiva ao profeta. Colocou-se diante dele e disse: “Eis que agora reconheço que em toda a terra não há Deus senão em Israel; agora , pois, te peço aceites um presente do teu servo. Porém ele disse: “Tão certo como vive o Senhor em cuja presença estou, não o aceitarei. Instou com ele para que a aceitasse, mas ele recusou.” “De graça recebestes, de graça daí.” Pelo não aceitar o presente, Eliseu deixou bem claro que não foi por sua força que Naamã está curado, mas pela graça de Deus, de quem Eliseu era servo. Então Naamã disse ao profeta: “Se não queres, pelo-te que ao teu servo seja dado levar uma carga de terra de dois mulos; porque nunca mais oferecerá este teu servo holocausto nem sacrifício a outros deuses, senão ao Senhor. Nisto perdoe o Senhor a teu servo; quando o meu senhor entra na casa de Rimom para ali adorar, e ele se encosta na minha mão, e eu também me tenha de encurvar na casa de Rimom quando assim me prostrar na casa de Rimom, nisto perdoe o Senhor a teu servo. Eliseu lhe disse: Vai em paz.” (v.17-19) Naamã confessou sua fé e seu propósito de vida. Ele era um novo homem. Fora curado no corpo e na alma. Iria agora servir somente ao Senhor, o Deus de Israel.
Conclusão
Ouvimos e contemplamos esse belíssimo acontecimento, ocorrido há 850 anos antes de Cristo, que nos mostra o grande amor de Deus para com Israel e a humanidade. Que o contemplar dessa história, fortaleça nossa fé e disposição de servir a Deus.
Relembrando a história de Naamã, queremos renovar nosso voto batismal. Renunciar o diabo e toda sua pompa, prometendo ser fiel ao Deus triúno, Pai, Filho e Espírito Santos, para servi-lo com todas nossas forças, no lugar que nos colocou e nas responsabilidades que nos conferiu. Amém.
São Leopoldo, 06/02/2009
Horst R. Kuchenbecker
terça-feira, 3 de fevereiro de 2009
Isaías 40.21-31. 5° Domingo após Epifania
Isaías 40.21-31. 5° Domingo após Epifania, 08/02/2009
Introdução
O profeta Isaías recebe de Deus uma visão de algo que irá acontecer 150 anos mais tarde. Devido à progressiva incredulidade do povo de Israel, Deus castigará a Israel com o cativeiro babilônico. O cativeiro era algo terrível. Deus mostrou ao profeta também a angústia de Israel no cativeiro na Babilônia. Oprimidos, desanimados e tentados a desacreditar de todo do Deus de Israel.
Longe de sua terra. A cidade santa destruída, o templo queimado e tudo por culpa deles. Será que Deus nos rejeitou para sempre, indagavam? Os babilônios lhes diziam: Vosso Deus não é de nada. Nossos deuses são mais fortes. Vencemos.
Então, através do profeta Isaías Deus fala com o seu povo já com muita antecedência, isto é, dá ao profeta uma mensagem para reerguê-los, confortá-los e dizer-lhes que cumpriria sua promessa de salvação.
Nós conhecemos situações assim também? Quando tudo em nossa vida dá errado, quando a morte ceifa nossos queridos, quando perdemos nossos bens (enchentes e vendavais), e nossa consciência a nos acusar de pecados. À nossa mente sobem pergunta como: Por que meu Deus!? Onde está Deus? Clamamos a Deus, clamamos por misericórdia, mas parece que Deus não nos escuta mais. Ouçamos, portanto, o colóquio fraterno, a conversa fraternal que Deus tem com o seu povo.
1. Por ventura não ouvis? Em primeiro lugar, Deus repreende seu povo e pergunta: Não vos têm sido anunciado isso desde o princípio? Vocês não me conhecem? Tudo o que está acontecendo, o cativeiro babilônico, todo o sofrimento e toda a angústia lhes sobreveio somente por uma razão, porque eles rejeitaram a Deus, porque não quiseram ouvir a Deus. Esse era o problema. O problema estava neles não em Deus. Eles haviam-se voltado para os ídolos do seu tempo.
Naquela época eram as grandes estátuas cobertas de ouro, lustradas, diante das quais a multidão dos gentios se inclinava e adorava. E o povo de Israel deixou-se enganar.
E hoje, quais são os ídolos? São os mais diversos. Por parte dos espíritas vemos os Orixás e Uguns, etc. Na igreja Católica a virgem Maria e os santos, apesar de os católicos dizerem: Não, nós não os adoramos. Nós só os veneramos. Mas em suas orações, nas missas ouvimos como clamam: Rogai por nós agora e na hora de nossa morte, e os louvores aos santos por mais uma graça alcançada. Mesmo sabendo que há somente um Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem. (1 Tm 2.5)
Além disse temos, como diz o nosso Catecismo Menor, a idolatria disfarçada, isto é, o temer, amar e confiar em criaturas ou bens materiais mais do que em Deus. Vejam, por exemplo, a atual crise financeira. Muitos perderam nela vultosas somas de dinheiro, daí os clamores, as angústias e o desespero. Ou então os grandes shows musicais que levam milhares de jovens a uma histeria frenética. Guiados por alguns cantores, seus ídolos, pulam e cantam textos perversos que despertam toda sorte de inclinações carnais. E nossos jovens participam. Dizem levianamente: Não estou ligando para os textos. Eu amo esta música. Esta música é tudo para mim. É minha vida. Esta música arraste os jovens que foram batizados, que confirmaram seu voto batismal, mas agora dão as costas a Deus e se voltam para essa idolatria, que pelos textos displicentes, perversos e zombeteiros, que infundem nos jovens todo o tipo de perversidade.
Deus disse ao povo de Israel: A caso não ouvistes? Não houve profetas que falaram e ensinaram a meu respeito? Mas vocês fecharam os ouvidos à minha Palavra. E não somente isto, a própria história do povo de Israel tem lhes mostrado o poder e a onisciência do verdadeiro Deus, criador e mantenedor de céu e terra. Mas, a tudo isso eles deram as costas.
E hoje. Em todo o mundo o verdadeiro cristianismo está decrescendo. O diabo está conseguindo enganar milhares de pessoas, por diversos meios.
2. A diferença. Em grande amor para com o seu povo, com muita paciência – se fossemos nós, já teríamos perdido a paciência há muito tempo - Deus lhes mostra pelo profeta a grande diferença entre ele e os ídolos. (v.23-25) Ele, o verdadeiro Deus, é o Criador e Mantenedor de céu e terra. Tudo é obra de suas mãos. Tudo ele tem em suas mãos, das coisas menores às maiores, das estrelas que ele chama pelos nomes, aos menores animais. No Novo Testamento Jesus diz: Não cai um cabelo de vossa cabeça, sem a sua permissão. (Lc 21.18)
Que são os reis e poderosos da terra, comparados ao Santo de Israel. Deus os coloca e derruba com o seu sopro de sua boca.
Israel não deve comparar o Santo com o poder ou a sabedoria de ninguém. Só ele, Deus, é santo, onisciente, onipotente, onisciente, gracioso, misericordioso e justo. Sua santidade assusta. Quando Deus se mostrou ao povo de Israel no monte Sinai (Êx 20.19), eles fugiram apavorados de sua presença, porque nenhum pecador poderá ver a face de Deus, sem que morra. (Êx 33.20) Ao mesmo tempo, este Deus santo, o Santo de Israel, é um Deus misericordioso. Ele ama o seu povo e lhes providenciou maravilhosa salvação pelo Messias prometido. Este Messias nós o conhecemos como o nosso amado Salvador Jesus Cristo. Ele, como substituto de toda a humanidade cumpriu perfeitamente a lei de Deus, por sua morte na cruz pagou por nossos pecados, por sua gloriosa ressurreição triunfou sobre nossos inimigos. Este é o Deus que oferece verdadeiro consolo ao coração aflito que perdoa e pode socorrer os necessitados. (Sl 103.3)
3. Sua misericórdia. Este seu poder, sua sabedoria, sua santidade e misericórdia é a garantia para a conservação e renovação de Israel. O Santo de Israel prometeu libertar a Israel do cativeiro babilônico. Conhecemos o cumprimento dessa profecia, como Deus libertou a Israel do cativeiro babilônico.
Ainda hoje este é o único e verdadeiro Deus que ampara os fracos e reergue os desconsolados por sua Palavra e seus sacramentos. A ele queremos ouvir e servir. Seus Mandamentos queremos gravar fundo em nossos corações. Sua graça e perdão nos consolam e libertam dia após dia e nos enchem a alma de paz e esperança da vida eterna. Dele queremos testemunhar.
Diz o nosso texto: Ele dá força aos fracos. E os que confiam nele jamais se cansarão.
Acaso não ouvis? E não lhes foi dito isto? Não nos deixemos enganar pela sabedoria e a ciência deste mundo, nos pelos ídolos de nossos dias. Apeguemo-nos à sua Palavra e sacramentos e experimentaremos este seu poder, esta sua misericórdia, esta força do Espírito que consola e liberta e enche o coração da esperança da vida eterna. Amém.
São Leopoldo, 02/02/2009
Horst R. Kuchenbecker
Introdução
O profeta Isaías recebe de Deus uma visão de algo que irá acontecer 150 anos mais tarde. Devido à progressiva incredulidade do povo de Israel, Deus castigará a Israel com o cativeiro babilônico. O cativeiro era algo terrível. Deus mostrou ao profeta também a angústia de Israel no cativeiro na Babilônia. Oprimidos, desanimados e tentados a desacreditar de todo do Deus de Israel.
Longe de sua terra. A cidade santa destruída, o templo queimado e tudo por culpa deles. Será que Deus nos rejeitou para sempre, indagavam? Os babilônios lhes diziam: Vosso Deus não é de nada. Nossos deuses são mais fortes. Vencemos.
Então, através do profeta Isaías Deus fala com o seu povo já com muita antecedência, isto é, dá ao profeta uma mensagem para reerguê-los, confortá-los e dizer-lhes que cumpriria sua promessa de salvação.
Nós conhecemos situações assim também? Quando tudo em nossa vida dá errado, quando a morte ceifa nossos queridos, quando perdemos nossos bens (enchentes e vendavais), e nossa consciência a nos acusar de pecados. À nossa mente sobem pergunta como: Por que meu Deus!? Onde está Deus? Clamamos a Deus, clamamos por misericórdia, mas parece que Deus não nos escuta mais. Ouçamos, portanto, o colóquio fraterno, a conversa fraternal que Deus tem com o seu povo.
1. Por ventura não ouvis? Em primeiro lugar, Deus repreende seu povo e pergunta: Não vos têm sido anunciado isso desde o princípio? Vocês não me conhecem? Tudo o que está acontecendo, o cativeiro babilônico, todo o sofrimento e toda a angústia lhes sobreveio somente por uma razão, porque eles rejeitaram a Deus, porque não quiseram ouvir a Deus. Esse era o problema. O problema estava neles não em Deus. Eles haviam-se voltado para os ídolos do seu tempo.
Naquela época eram as grandes estátuas cobertas de ouro, lustradas, diante das quais a multidão dos gentios se inclinava e adorava. E o povo de Israel deixou-se enganar.
E hoje, quais são os ídolos? São os mais diversos. Por parte dos espíritas vemos os Orixás e Uguns, etc. Na igreja Católica a virgem Maria e os santos, apesar de os católicos dizerem: Não, nós não os adoramos. Nós só os veneramos. Mas em suas orações, nas missas ouvimos como clamam: Rogai por nós agora e na hora de nossa morte, e os louvores aos santos por mais uma graça alcançada. Mesmo sabendo que há somente um Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem. (1 Tm 2.5)
Além disse temos, como diz o nosso Catecismo Menor, a idolatria disfarçada, isto é, o temer, amar e confiar em criaturas ou bens materiais mais do que em Deus. Vejam, por exemplo, a atual crise financeira. Muitos perderam nela vultosas somas de dinheiro, daí os clamores, as angústias e o desespero. Ou então os grandes shows musicais que levam milhares de jovens a uma histeria frenética. Guiados por alguns cantores, seus ídolos, pulam e cantam textos perversos que despertam toda sorte de inclinações carnais. E nossos jovens participam. Dizem levianamente: Não estou ligando para os textos. Eu amo esta música. Esta música é tudo para mim. É minha vida. Esta música arraste os jovens que foram batizados, que confirmaram seu voto batismal, mas agora dão as costas a Deus e se voltam para essa idolatria, que pelos textos displicentes, perversos e zombeteiros, que infundem nos jovens todo o tipo de perversidade.
Deus disse ao povo de Israel: A caso não ouvistes? Não houve profetas que falaram e ensinaram a meu respeito? Mas vocês fecharam os ouvidos à minha Palavra. E não somente isto, a própria história do povo de Israel tem lhes mostrado o poder e a onisciência do verdadeiro Deus, criador e mantenedor de céu e terra. Mas, a tudo isso eles deram as costas.
E hoje. Em todo o mundo o verdadeiro cristianismo está decrescendo. O diabo está conseguindo enganar milhares de pessoas, por diversos meios.
2. A diferença. Em grande amor para com o seu povo, com muita paciência – se fossemos nós, já teríamos perdido a paciência há muito tempo - Deus lhes mostra pelo profeta a grande diferença entre ele e os ídolos. (v.23-25) Ele, o verdadeiro Deus, é o Criador e Mantenedor de céu e terra. Tudo é obra de suas mãos. Tudo ele tem em suas mãos, das coisas menores às maiores, das estrelas que ele chama pelos nomes, aos menores animais. No Novo Testamento Jesus diz: Não cai um cabelo de vossa cabeça, sem a sua permissão. (Lc 21.18)
Que são os reis e poderosos da terra, comparados ao Santo de Israel. Deus os coloca e derruba com o seu sopro de sua boca.
Israel não deve comparar o Santo com o poder ou a sabedoria de ninguém. Só ele, Deus, é santo, onisciente, onipotente, onisciente, gracioso, misericordioso e justo. Sua santidade assusta. Quando Deus se mostrou ao povo de Israel no monte Sinai (Êx 20.19), eles fugiram apavorados de sua presença, porque nenhum pecador poderá ver a face de Deus, sem que morra. (Êx 33.20) Ao mesmo tempo, este Deus santo, o Santo de Israel, é um Deus misericordioso. Ele ama o seu povo e lhes providenciou maravilhosa salvação pelo Messias prometido. Este Messias nós o conhecemos como o nosso amado Salvador Jesus Cristo. Ele, como substituto de toda a humanidade cumpriu perfeitamente a lei de Deus, por sua morte na cruz pagou por nossos pecados, por sua gloriosa ressurreição triunfou sobre nossos inimigos. Este é o Deus que oferece verdadeiro consolo ao coração aflito que perdoa e pode socorrer os necessitados. (Sl 103.3)
3. Sua misericórdia. Este seu poder, sua sabedoria, sua santidade e misericórdia é a garantia para a conservação e renovação de Israel. O Santo de Israel prometeu libertar a Israel do cativeiro babilônico. Conhecemos o cumprimento dessa profecia, como Deus libertou a Israel do cativeiro babilônico.
Ainda hoje este é o único e verdadeiro Deus que ampara os fracos e reergue os desconsolados por sua Palavra e seus sacramentos. A ele queremos ouvir e servir. Seus Mandamentos queremos gravar fundo em nossos corações. Sua graça e perdão nos consolam e libertam dia após dia e nos enchem a alma de paz e esperança da vida eterna. Dele queremos testemunhar.
Diz o nosso texto: Ele dá força aos fracos. E os que confiam nele jamais se cansarão.
Acaso não ouvis? E não lhes foi dito isto? Não nos deixemos enganar pela sabedoria e a ciência deste mundo, nos pelos ídolos de nossos dias. Apeguemo-nos à sua Palavra e sacramentos e experimentaremos este seu poder, esta sua misericórdia, esta força do Espírito que consola e liberta e enche o coração da esperança da vida eterna. Amém.
São Leopoldo, 02/02/2009
Horst R. Kuchenbecker
Lc 2.22-32. Simeão.
Hoje, dia dois de fevereiro é o dia da apresentação de Jesus no templo. (Lc 2.22-32)
Ao longo dos quatro mil anos de espera, desde que Deus prometera a Adão e Eva o Salvador (Gn 3.16), Deus seguidamente renovou esta sua promessa da vinda do Salvador durante esses quatro mil anos. Muitas pessoas indagavam a respeito de sua vinda e pediam pela vinda do Salvador.
Jacó, no leito de sua morte disse: A tua salvação espero, ó Senhor (Gn 49.18). O profeta Isaías orou: Oh! Se fendesses os céus, e descesses, se os montes tremessem na tua presença! (Is 64.1)
Naqueles dias, vivia em Jerusalém um homem justo e piedoso, chamado Simeão, que esperava a consolação de Israel. O Espírito Santo estava sobre ele, e lhe havia prometido que ainda em vida veria o Salvador.
E assim aconteceu. Passados os dias da purificação deles (40 dias), segundo a lei de Moisés (Lv 3.10,11), José e Maria foram ao templo em Jerusalém. O Espírito Santo mostrou a Simeão que aquela criança nos braços de Maria era o Salvador.
Será que Simeão imaginava a vinda do Salvador assim? Ele não deu atenção a sua razão, mas creu no que o Espírito lhe revelou. Tomou o menino nos seus braços e louvou a Deus, reconhecendo no menino o Salvador da humanidade.
Simeão, como muitos profetas, reis e fiéis do Antigo Testamento ansiavam por ver o dia da vinda do Salvador, (Lc 10.24) e Deus lhe respondeu, revelando-lhe o Salvador. Assim o Espírito Santo ainda hoje, por Palavra e sacramentos, revela o Salvador aos corações. E consolo os fiéis que anseiam pela salvação. O Espírito Santo nos abre os olhos da fé, fazendo-nos ver o Salvador, sua graça, suas promessas, até nos levar ao lar celestial, para vê-lo face a faze na glória celestial.
Nesta espera ficamos muitas vezes impacientes. Nossa razão levanta dúvidas e perguntas. Será verdade. Em nosso derredor as trevas zombam da palavra de Deus e do Salvador e nos convidam a seguir os ídolos deste mundo e nos apegar e confiar mais nos bens materiais do que em nosso Salvador.
Mas nós suplicamos ao Espírito Santo para que nos firme na fé, nos dê perseverança e força para resistirmos às tentações de nossa carne, do mundo e de Satanás, para sermos féis até ao fim. Para isso queremos apegar-nos à sua Palavra e seus sacramentos, assim tomamos Jesus em nossos braços, para o adorar, louvar e confessar o seu nome. Amém.
São Leopoldo, 02/02/2009
Horst R. Kuchenbecker
Ao longo dos quatro mil anos de espera, desde que Deus prometera a Adão e Eva o Salvador (Gn 3.16), Deus seguidamente renovou esta sua promessa da vinda do Salvador durante esses quatro mil anos. Muitas pessoas indagavam a respeito de sua vinda e pediam pela vinda do Salvador.
Jacó, no leito de sua morte disse: A tua salvação espero, ó Senhor (Gn 49.18). O profeta Isaías orou: Oh! Se fendesses os céus, e descesses, se os montes tremessem na tua presença! (Is 64.1)
Naqueles dias, vivia em Jerusalém um homem justo e piedoso, chamado Simeão, que esperava a consolação de Israel. O Espírito Santo estava sobre ele, e lhe havia prometido que ainda em vida veria o Salvador.
E assim aconteceu. Passados os dias da purificação deles (40 dias), segundo a lei de Moisés (Lv 3.10,11), José e Maria foram ao templo em Jerusalém. O Espírito Santo mostrou a Simeão que aquela criança nos braços de Maria era o Salvador.
Será que Simeão imaginava a vinda do Salvador assim? Ele não deu atenção a sua razão, mas creu no que o Espírito lhe revelou. Tomou o menino nos seus braços e louvou a Deus, reconhecendo no menino o Salvador da humanidade.
Simeão, como muitos profetas, reis e fiéis do Antigo Testamento ansiavam por ver o dia da vinda do Salvador, (Lc 10.24) e Deus lhe respondeu, revelando-lhe o Salvador. Assim o Espírito Santo ainda hoje, por Palavra e sacramentos, revela o Salvador aos corações. E consolo os fiéis que anseiam pela salvação. O Espírito Santo nos abre os olhos da fé, fazendo-nos ver o Salvador, sua graça, suas promessas, até nos levar ao lar celestial, para vê-lo face a faze na glória celestial.
Nesta espera ficamos muitas vezes impacientes. Nossa razão levanta dúvidas e perguntas. Será verdade. Em nosso derredor as trevas zombam da palavra de Deus e do Salvador e nos convidam a seguir os ídolos deste mundo e nos apegar e confiar mais nos bens materiais do que em nosso Salvador.
Mas nós suplicamos ao Espírito Santo para que nos firme na fé, nos dê perseverança e força para resistirmos às tentações de nossa carne, do mundo e de Satanás, para sermos féis até ao fim. Para isso queremos apegar-nos à sua Palavra e seus sacramentos, assim tomamos Jesus em nossos braços, para o adorar, louvar e confessar o seu nome. Amém.
São Leopoldo, 02/02/2009
Horst R. Kuchenbecker
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