Jonas 3.1-5,10. 3° Domingo após Epifania
Introdução
Estamos no terceiro domingo após Epifania. Como já ouvimos, epifania é a revelação de Jesus Cristo como Salvador da humanidade, que está mergulhada nas trevas do pecado.
A pergunta que se coloca é: Cremos isso? E se o cremos, aproveitamos este tempo para revelar, anunciar Cristo a outros para salvação? Pois epifania é um tempo especial para as atividades evangelísticas na congregação.
Diante do texto do profeta Jonas, ficamos maravilhados o que a palavra de Deus, clara e fielmente anunciada, pode fazer. Que esta mensagem nos fortaleça a fé, para proclamarmos corajosamente a palavra de Deus ao nosso mundo.
1. A cidade de Nínive
Nínive foi uma grande cidade, mais ou menos 780 anos antes de Cristo. Em Israel estava o rei Jeroboão II (2 Rs 14.23-15). Neste período atuava em Israel também o profeta Amós. (Cf.: Oséias 1.8; Amós 2.8; 6.4-6)
Grandes cidades, grandes pecados. Até hoje é assim. Jonas levou três dias para percorrer a cidade de um ao outro lado. Não de uma forma contínua, mas de praça em praça, pregando a palavra de Deus.
Nínive se destacou por sua crueldade e violência. Seu rei era o mais poderoso da época. Era orgulhosa de si (Is 10.12-14; 2 Rs 18.28). Madura para a destruição, como Sodoma e Gomorra.
Assim é nosso mundo hoje. Quanta violência. Mesmo sem guerra em nosso país, morrem aqui por assassinado e em desastres de trânsito, por mês, tantas pessoas quanto em lugares onde há guerras. E quanta perversão moral, especialmente com a aproximação do carnaval. Estamos maduros para o juízo de Deus.
Mesmo assim, Deus teve planos de misericórdia para com a cidade de Nínive. Ele lhes enviou o profeta Jonas, para anunciar-lhes a palavra de Deus e chamá-los ao arrependimento. Assim Deus revela ainda hoje seu amor ao mundo, conservando-o e ordenando que a palavra de sua graça seja proclamada.
2. O profeta
Inicialmente o profeta fugiu da missão. Isto pode nos parecer estranho. Mas ao nos inteirarmos da situação, isto é bem compreensível. Nínive era inimiga de Israel e uma grande ameaça à sua soberania. Todo bom israelita desejava a destruição de Nínive, desta poderosa nação inimiga. Os ninivitas, por sua vez, odiavam a Israel. Como o profeta Jonas, um judeu, iria se arriscar e proclamar ali a palavra de Deus. Pelos judeus ele seria considerado um traidor da pátria e pelos ninivitas massacrado. A missão parecia impossível e absurda. Seria a mesma coisa que hoje enviar um cristão judeu para proclamar o evangelho ao Hamás palestinos.
Deus teve que trabalhar com grande paciência e graça com o profeta, para prepará-lo para esta missão. Conhecemos a história. Sua fuga e a tempestade no mar. O peixe que o engoliu. Sua oração e de como o peixe o devolveu a terra. Então Jonas foi.
Ele pregou destemidamente, com grande coragem e força a mensagem de Deus. Ele pregou com vigor, urgência, intrepidez. Foi algo impressionante.
Podemos imaginá-lo nas praças, nos mercados públicos, onde havia concentração de pessoas ele proclamou o juízo de Deus se não se arrependessem. Ele denunciou os pecados com veemência, destemor e seriedade.
3. A reação
A reação foi inesperada. A cidade toda falou de sua mensagem. Ouvintes do palácio levaram a mensagem ao rei.
Toda a cidade se arrependeu, também o rei. O rei mandou decretar jejum total. Até os animais deveriam jejuar e ficar cobertos de sacos. Impressionante. Arrependimento imediato, sincero, geral.
Vejam o poder da palavra de Deus. Ela conduz ao arrependimento. É poder vivificador. Eles deixaram seus pecados e mudaram de vida.
Deus em sua graça poupou a cidade de Nínive. Assim a palavra da misericórdia de Deus opera ainda hoje. Que Deus, em sua graça, nos conceda coragem para proclama-la em nossos dias.
Conclusão
Como Deus enviou Jonas com sua palavra a Nínive, assim Deus enviou seus discípulos ao mundo, e sua ordem vale a todos nós ainda hoje, especialmente nestes dias finais do mundo.
Cumpre-nos proclamar a palavra, quer a pessoas individualmente, quer a grupos, quer em conjunto como comunidade ou igreja, quer falando a pessoas, ou por folhetos e pelos meios de comunicação que estão à nossa disposição. Importa que a palavra de Deus seja proclamada com firmeza e clareza, a lei para arrependimento e o evangelho para fé e consolo dos que se arrependem. Que Deus em sua graça nos fortaleça por seu Espírito para tanto. Amém
São Leopoldo, 19/01/2009
Horst R. Kuchenbecker
terça-feira, 20 de janeiro de 2009
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